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02 agosto 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: Estranho em uma Terra Estranha


“Enemy of mine,
I'm just a stranger in a strange land.
Running out of time,
We better go, go, go!
Angel or demon,
I gave up my soul,
I'm guilty of treason,
I've abandoned control”

“Inimigo meu,
Sou somente um estranho em uma terra estranha.
Correndo contra o tempo,
Melhor partirmos, partirmos, partirmos!
Anjo ou demônio,
Desisti da minha alma,
Sou culpado de traição,
Abandonei o controle”

(Stranger In a Strange Land — 30 Seconds to Mars)
                                               
Era o oitavo dia desde que Einar partira da Espelho Quebrado para Cilsan.

Era o oitavo dia de espera da Estalajadeira, mesmo com outros onze prováveis à frente.

Todos os dias, às vezes mais de uma vez ao longo das longas trinta e duas horas, ela colocava as cartas do Baralho de Vidro para saber como ele estava. Poderia ter visões sem tal auxílio, mas a Sybilla com quem fechara o pacto aparentemente vendara essa parte de seu dom para Einar momentaneamente.

16 julho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: Fraqueza em Seus Olhos

“I've been needin' a hand
For too long
I've been needin' a friend
I'm not strong
Will you give the strength?”

“Eu venho precisando de uma mão
Há tanto tempo
Eu venho precisando de um amigo
Eu não sou forte
Você dará a força?”

(Weakness in Your Eyes — Elysion)

Era o terceiro dia de caminhada no Caminho Aberto através da Cordilheira do Vento. Ou seja, se não houvessem problemas na estrada, chegariam em Suzri, a cidade-sentinela no lado Leste da passagem, em dois dias.

Sigried vigiava as costas de Asa, alguns passos à frente e entornando o que, pelas suas contas, era a terceira garrafa de vinho do dia. A única coisa que impedia um torcer de desgosto de sua boca era o som murmurante do rio Espelho a alguns passos de distância ao norte, a margem da estrada entrando num declive suave em suas águas, correndo veloz em direção à Vulna, a cidade-sentinela no lado Oeste da passagem. Era um som tranquilizante, que penetrava em seu cérebro quase como uma droga.

03 julho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: A Crente

A Crente

“I want you to stay
I want you to believe
I want you to win the battles that are given to you
Don't you want to stay?”

“Eu quero que você fique
Eu quero que você acredite
Eu quero que você vença todas as batalhas impostas a você
Você não quer ficar?”

(The Believer — 30 Seconds to Mars)

A Estalajadeira andava habilmente por entre as mesas redondas e cheias, equilibrando duas bandejas com garrafas e canecas cheias de bebidas variadas, outras duas bandejas flutuando acima de sua cabeça. Ria junto dos hóspedes e frequentadores costumeiros da letra divertida e levemente obscena que dois menestréis dedilhavam no violão e no violino Arcrisiano. Tocavam bem, mas não com a maestria de um Musicista formado na Universidade de Música de Arcris, capazes de trazer lágrimas aos olhos quando tocavam mesmo com as músicas mais alegres.

20 junho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: À Qualquer Momento

“And you keep saying
That you don't want to live like this
But then you go on like you always do
And when I listen to all the foolish things you say
I just feel the need to walk away”

“E você continua dizendo
Que você não quer viver assim
Mas então você continua como você sempre faz
E quando eu ouço todas as coisas tolas que você diz
Eu apenas sinto a necessidade de me afastar”

(Whenever — Nemesea)

Empurrou a porta de madeira da estalagem, pisando na pedra cinza-grafite que revestia o chão. O metal do salto das botas ressoou a cada passo, atraindo a atenção dos outros frequentadores, o som de conversas e de canecas batendo na madeira diminuindo gradativamente até parar.

16 junho 2017

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 10: De Materializações e Consciências

O espírito observou o Bruxo Branco — Abel, se ele lembrava corretamente dos pensamentos superficiais de Alanna sobre ele — pegar o corpo adormecido da garota do veículo estranho, e seguiu-o quando ele a levou para o interior da construção, passando por um cômodo onde a única coisa que ele conhecia era um tapete colorido, até alcançar o que ele deduziu ser um quarto, embora muito diferente do que o espírito conseguia se lembrar; o rapaz colocou a Shaman na cama, tirou os calçados estranhos dos pés dela e então a cobriu com um lençol fino.

— Seu pai vai me matar quando souber tudo que aconteceu... — Jaguar o ouviu resmungar enquanto fechava as cortinas, deixando o quarto escuro. O Bruxo Branco ainda verificou a temperatura da garota com as costas das mãos contra a testa dela antes de sair, resmungando algo como “Ainda bem que não está com febre”.

12 junho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: Prólogo: Capricórnio - Um Novo Nome

“So I run and hide and tear myself up
Start again with a brand new name
And eyes that see into infinity”

“Então eu corro e me escondo e me despedaço
Começo outra vez com um novo nome
E olhos que veem até o infinito”

(Capricorn [A Brand New Name] — 30 Seconds to Mars)


Mês do Grifo, 5613 desde a Guerra dos Espelhos

O felino de pelos longos e alvos saltou para o colo da garota que não deveria ter mais do que dezoito anos, fazendo o sino de opala branca pendurado no pescoço tilintar de forma ritmada e melodiosa. Ele ronronou, brincando com os cabelos negros e lisos que pendiam de dois rabos-de-cavalo descendo de modo suave ao lado do rosto da garota, intrigado com as pequenas placas de ferro penduradas nas pontas. Ela riu, nervosamente, mas agradecida.

06 junho 2017

Alanna: Os Sem-Pele - Capítulo 9: De Sem-Peles e Fugas

O toque gelado da morte no espírito de Jaguar fez com que eu me arrepiasse, como sempre. Dei boas-vindas ao espírito quando ele se acomodou em meu corpo, nossas sensações passando a serem compartilhadas, incluindo pensamentos superficiais. Jaguar sentiu-se sobrecarregado pela quantidade de sensações, algo que eu esperava, considerando o tempo que se passara desde sua morte, e fechou nossos olhos com força enquanto apoiava os dois cotovelos no chão frio e empoeirado e fazendo o mesmo com os joelhos. Nosso estômago se revolvia de forma não muito amigável, apesar de estar totalmente vazio.

05 junho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: Prelúdio

“É um fato conhecido que a Guerra Arcana deixou diversas marcas espalhadas por Rosean. A biblioteca dos Primeiros Reflexos de Silvagenis se tornou inacessível, os Clãs do Fogo se fecharam ainda mais aos não-sianens, barreiras que protegiam cidades foram destruídas e tais cidades, invadidas e destruídas por seres do Espelho.

08 fevereiro 2017

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 8: De Ruínas e Jaguares

Alanna analisou com cuidado as páginas e fotos que o informante, Abel, lhe entregara quando chegaram a casa dele em Puerto Vallarta, já praticamente fora da cidade, local onde ela ficaria hospedada. A mãe dele era uma mexicana comum, funcionária pública e negociadora da Stella Bianca com o governo mexicano, enquanto o pai pertencia a um dos povos nativos do país ele não contara qual. E fora entre esse povo que Abel aprendera suas habilidades de Bruxo Branco chamados também de “Magos” , enquanto descobria como ajudar a Ordem com a mãe. Não era um integrante oficial, mas era um bom informante e capaz de manter os seres do Sétimo Mundo da região calmos sem muitos problemas no período entre reuniões.

11 agosto 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 7: De Missões e Mortos-Vivos

Alguém bateu de leve na porta da sala. Com um suspiro, já imaginando quem era, Annanda fechou o relatório com um movimento lento, antes de apoiar os cotovelos na escrivaninha, o queixo encostado nas mãos entrelaçadas.

- Pode entrar! – a porta se abriu, e o Investigador-Chefe entrou, fechando a porta atrás de si, como mandava o protocolo.

20 junho 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 6: De Novos Comandos e Transformações

Guiou a cadeira pelo corredor com tranquilidade, pensando em pedir que Davi fizesse algumas melhorias para deixá-la mais rápida – quase virar churrasquinho nas mãos dos Demônios estava influenciando grandemente sua decisão. Parou diante de uma porta de aço blindada que mais parecia a porta do cofre de um banco. Manobrando a cadeira, conseguiu alcançar sem dificuldades o buraco de fechadura no batente. Encaixou sua chave e, após uma sequência de giros para a esquerda e para a direita, a porta se abriu para fora. Aumentou a abertura ao puxar o objeto de metal, guiando a cadeira para entrar na sala, a porta se fechando atrás de si sozinha.

12 maio 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 5: De Códigos de Segurança e Adeus

As mãos pálidas, cheias de sardas escuras, dançavam sobre o corpo magro de Alanna, distantes alguns centímetros. O espírito da Água sussurrava em sua mente que tinham feito um bom trabalho ao tirar a água de seus pulmões, e que, apesar de uma luta tão violenta contra uma Súccubo, ela não tivera danos internos, e os externos não ultrapassavam os limites que ela já se acostumara.

12 março 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 4: De Águas Sagradas

Antes de entrar no corredor onde a Súccubo sumira, nos abaixamos e Helena pintou as pontas dos dedos de minhas mãos com o carmim do sangue, pronunciando um feitiço que nos guiaria instintivamente até o Demônio. Particularmente, eu torcia que não houvesse mais nenhum outro na unidade, mas considerando que nenhum dos sobreviventes estavam soltos, provavelmente existiam mais alguns, garantindo que permanecessem onde quer que estivessem, sem causar problemas. Tomara que Davi não tenha problemas.

Minhas pernas finas nos levaram rapidamente pelos corredores de pedra, os tênis rangendo vez ou outra com o atrito, mas no geral, Helena sabia se movimentar silenciosamente, mesmo com um corpo estranho.

04 março 2016

Elysium 1: Fenris Fenrir - Capítulo 6

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas carne crua, com nenhum tempero além do sangue natural de qualquer que fosse o bicho, tinha um sabor incrível; talvez fosse a fome monstruosa que fazia parecer que eu tinha um buraco negro no lugar do estômago, em consequência do meu corpo estar à toda para cicatrizar os ferimentos logo, um aviso dado por Tyvan, ou talvez fosse por não ter tomado café, ou porque era bom mesmo, mas eu ainda queria pelo menos mais dois pedaços que davam no mínimo três punhos meus. Tipo, eu estava com tanta fome que nem estava mais ligando se a porcaria do ombro ou da cabeça doíam feito o inferno, ou se eu conseguira sujar a gola da camiseta cinza de vermelho, ou se estava parecendo um zumbi que acabara de devorar algum cérebro; não estava sequer preocupado com o quão fácil estava sendo rasgar a carne com os dentes.

Simplesmente precisava tampar o buraco que estava mandando minhas entranhas para algum universo paralelo, e a carne que Luís tinha jogado na minha frente era a única coisa capaz disso.

20 setembro 2015

Alanna: Os Sem-Pele - Capítulo 3: De Súccubos e Glaistigs

Adentraram a central da unidade.

Era um enorme salão circular, dois ou três ou talvez ainda mais andares de distância do chão até o teto abobadado. No centro, havia uma espécie de poço largo e fundo, de água límpida e cristalina que parecia reluzir na penumbra, pedras de mármore azul formando os baixos muros de proteção. No teto, um enorme afresco de uma gruta onde um lagarto gigantesco com sete cabeças de cachorro-do-mato parecia arrastar o corpanzil, rodeado de frutas, mel e abelhas, as cabeças mais ou menos no centro, acima do poço, latindo e rosnando, quase parecendo querer afastar qualquer um do local.

27 agosto 2015

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 2: De Demônios e Shamans

O Vectra vermelho-acerola estacionou com cuidado na vaga preferencial do estacionamento subterrâneo de um entre centenas de prédios que formavam a paisagem da cidade. A garagem estava cheia, e ambos reconheceram a Spin de Nilton e diversos outros carros, motos e bicicletas parados lá.

Acostumado a realizar aquele processo, Davi olhou ao redor com cuidado, murmurando um feitiço para verificar que estavam só ele e Alanna ali, antes de tirar uma caixa e sua varinha de eucalipto do bolso da calça. Da pequena caixa, ele tirou uma miniatura de cadeira de rodas motorizada; colocou-a com cuidado no chão e afastou-se. Resmungou algo enquanto agitava a varinha, e o veículo, de uma miniatura, passou ao tamanho real em menos de dois segundos, como se inchasse de repente.

26 agosto 2015

Índice Saga A Catedral

Livro 1: Arely A Mensageira


Wattpad (Caso acompanhe o livro aqui no blog, deixe votos  no wattpad. Dá pra fazer isso tendo ou não conta, se lembro direito. Ajuda a melhorar visibilidade do livro lá :) Por favorzinho? :3 )

Widbook (Se tem conta, adicione na coleção, por favor :3 )

Bookess (que eu esqueço direto que existe u_u' )



Prólogo


Interlúdio: Êxodo

Parte 1: Mundo de Hipócritas









Parte 2: Incômodas Verdades







Parte 3: Catedral




Arely A Mensageira - Capítulo 12: Curar

— Você realmente quer sair hoje, Ly? — a voz de Arwen parecia um grunhido de insatisfação, encolhida contra Alexandre para tentar se aquecer mais. O inverno paulistano ainda não chegara ao auge, mas já era suficiente para fazê-la ter vontade de se encolher debaixo de um cobertor. De preferência, com Alexandre junto e uma bacia de pipocas com queijo e tempero sazon recém-saídas do fogo.

— Quero, Arwen! Agora chega de drama, to com saudades da Sílvya! — a garota, arrastando Ruby pelo braço logo à frente, usava botas e blusa forradas de lã e calças de um grosso veludo, mas apesar disso, suas bochechas e nariz geralmente pálidos estavam coloridos de vermelho.

Arely A Mensageira - Capítulo 16: Ser

Bateram na porta com um ritmo característico, lento e metódico.

Sabri.

Louis ergueu a cabeça do livro — O Príncipe, de Maquiavel — e olhou na direção da entrada do quarto.

— Entre! — a porta se escancarou e o Bruxo andou na direção da poltrona onde Louis se acomodava. — Alguma novidade?

— Os demônios disseram que eles vão realizar o teste com Arely no fim de semana.

Louis fechou o livro e encarou Sabri, os olhos claros demais carregados de ansiedade.

Finalmente. A espera estava deixando-o agoniado, tanto quanto o fato de não conseguir mais se aproximar de Arely.

Arely A Mensageira - Capítulo 15: Descobrir

Depois da noite do estranho pesadelo, Allan e Arely se aproximaram novamente. Ele quem passou a ajudá-la todas as noites com as mãos em carne viva, e então permanecia com ela e a ajudava a dormir, inclusive permanecendo depois, garantindo que ela continuasse dormindo. E quando estava presente durante as refeições, o Lycan prestava atenção e, se achasse que ela mais tinha brincado com a comida do que se alimentado, a fazia comer mais. Não estava adiantando muito; ela continuava emagrecendo, e os pais dela ligavam preocupados todas as vezes que Arely dormia na própria casa, querendo saber se ela comera direito.

Os pesadelos eram constantes, muitos fazendo-a abraçá-lo e então chorar até que adormecesse de novo graças ao cansaço. Allan sentia-se impotente, incapaz de realmente fazer algo que a ajudasse, cada vez que os episódios se repetiam.