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16 junho 2017

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 10: De Materializações e Consciências

O espírito observou o Bruxo Branco — Abel, se ele lembrava corretamente dos pensamentos superficiais de Alanna sobre ele — pegar o corpo adormecido da garota do veículo estranho, e seguiu-o quando ele a levou para o interior da construção, passando por um cômodo onde a única coisa que ele conhecia era um tapete colorido, até alcançar o que ele deduziu ser um quarto, embora muito diferente do que o espírito conseguia se lembrar; o rapaz colocou a Shaman na cama, tirou os calçados estranhos dos pés dela e então a cobriu com um lençol fino.

— Seu pai vai me matar quando souber tudo que aconteceu... — Jaguar o ouviu resmungar enquanto fechava as cortinas, deixando o quarto escuro. O Bruxo Branco ainda verificou a temperatura da garota com as costas das mãos contra a testa dela antes de sair, resmungando algo como “Ainda bem que não está com febre”.

06 junho 2017

Alanna: Os Sem-Pele - Capítulo 9: De Sem-Peles e Fugas

O toque gelado da morte no espírito de Jaguar fez com que eu me arrepiasse, como sempre. Dei boas-vindas ao espírito quando ele se acomodou em meu corpo, nossas sensações passando a serem compartilhadas, incluindo pensamentos superficiais. Jaguar sentiu-se sobrecarregado pela quantidade de sensações, algo que eu esperava, considerando o tempo que se passara desde sua morte, e fechou nossos olhos com força enquanto apoiava os dois cotovelos no chão frio e empoeirado e fazendo o mesmo com os joelhos. Nosso estômago se revolvia de forma não muito amigável, apesar de estar totalmente vazio.

08 fevereiro 2017

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 8: De Ruínas e Jaguares

Alanna analisou com cuidado as páginas e fotos que o informante, Abel, lhe entregara quando chegaram a casa dele em Puerto Vallarta, já praticamente fora da cidade, local onde ela ficaria hospedada. A mãe dele era uma mexicana comum, funcionária pública e negociadora da Stella Bianca com o governo mexicano, enquanto o pai pertencia a um dos povos nativos do país ele não contara qual. E fora entre esse povo que Abel aprendera suas habilidades de Bruxo Branco chamados também de “Magos” , enquanto descobria como ajudar a Ordem com a mãe. Não era um integrante oficial, mas era um bom informante e capaz de manter os seres do Sétimo Mundo da região calmos sem muitos problemas no período entre reuniões.

11 agosto 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 7: De Missões e Mortos-Vivos

Alguém bateu de leve na porta da sala. Com um suspiro, já imaginando quem era, Annanda fechou o relatório com um movimento lento, antes de apoiar os cotovelos na escrivaninha, o queixo encostado nas mãos entrelaçadas.

- Pode entrar! – a porta se abriu, e o Investigador-Chefe entrou, fechando a porta atrás de si, como mandava o protocolo.

20 junho 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 6: De Novos Comandos e Transformações

Guiou a cadeira pelo corredor com tranquilidade, pensando em pedir que Davi fizesse algumas melhorias para deixá-la mais rápida – quase virar churrasquinho nas mãos dos Demônios estava influenciando grandemente sua decisão. Parou diante de uma porta de aço blindada que mais parecia a porta do cofre de um banco. Manobrando a cadeira, conseguiu alcançar sem dificuldades o buraco de fechadura no batente. Encaixou sua chave e, após uma sequência de giros para a esquerda e para a direita, a porta se abriu para fora. Aumentou a abertura ao puxar o objeto de metal, guiando a cadeira para entrar na sala, a porta se fechando atrás de si sozinha.

12 maio 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 5: De Códigos de Segurança e Adeus

As mãos pálidas, cheias de sardas escuras, dançavam sobre o corpo magro de Alanna, distantes alguns centímetros. O espírito da Água sussurrava em sua mente que tinham feito um bom trabalho ao tirar a água de seus pulmões, e que, apesar de uma luta tão violenta contra uma Súccubo, ela não tivera danos internos, e os externos não ultrapassavam os limites que ela já se acostumara.

12 março 2016

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 4: De Águas Sagradas

Antes de entrar no corredor onde a Súccubo sumira, nos abaixamos e Helena pintou as pontas dos dedos de minhas mãos com o carmim do sangue, pronunciando um feitiço que nos guiaria instintivamente até o Demônio. Particularmente, eu torcia que não houvesse mais nenhum outro na unidade, mas considerando que nenhum dos sobreviventes estavam soltos, provavelmente existiam mais alguns, garantindo que permanecessem onde quer que estivessem, sem causar problemas. Tomara que Davi não tenha problemas.

Minhas pernas finas nos levaram rapidamente pelos corredores de pedra, os tênis rangendo vez ou outra com o atrito, mas no geral, Helena sabia se movimentar silenciosamente, mesmo com um corpo estranho.

20 setembro 2015

Alanna: Os Sem-Pele - Capítulo 3: De Súccubos e Glaistigs

Adentraram a central da unidade.

Era um enorme salão circular, dois ou três ou talvez ainda mais andares de distância do chão até o teto abobadado. No centro, havia uma espécie de poço largo e fundo, de água límpida e cristalina que parecia reluzir na penumbra, pedras de mármore azul formando os baixos muros de proteção. No teto, um enorme afresco de uma gruta onde um lagarto gigantesco com sete cabeças de cachorro-do-mato parecia arrastar o corpanzil, rodeado de frutas, mel e abelhas, as cabeças mais ou menos no centro, acima do poço, latindo e rosnando, quase parecendo querer afastar qualquer um do local.

27 agosto 2015

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 2: De Demônios e Shamans

O Vectra vermelho-acerola estacionou com cuidado na vaga preferencial do estacionamento subterrâneo de um entre centenas de prédios que formavam a paisagem da cidade. A garagem estava cheia, e ambos reconheceram a Spin de Nilton e diversos outros carros, motos e bicicletas parados lá.

Acostumado a realizar aquele processo, Davi olhou ao redor com cuidado, murmurando um feitiço para verificar que estavam só ele e Alanna ali, antes de tirar uma caixa e sua varinha de eucalipto do bolso da calça. Da pequena caixa, ele tirou uma miniatura de cadeira de rodas motorizada; colocou-a com cuidado no chão e afastou-se. Resmungou algo enquanto agitava a varinha, e o veículo, de uma miniatura, passou ao tamanho real em menos de dois segundos, como se inchasse de repente.

18 julho 2015

Alanna: Os Sem Pele - Capítulo 1: De Pais Vampiros, Fadas Madrinhas e Feiticeiros

Bocejou. Achou que sua mandíbula fosse se deslocar, tão longo foi o tal bocejo. Só então encarou, com desconfiança, os ovos mexidos com queijo e o copo de suco natural de laranja diante dela. Subiu as íris cinza-ferro na direção do homem que parecia ser apenas uns dez anos mais velho que ela – mas que tinha no mínimo dois séculos a mais, ele nunca contara sua idade real –, de cabelos negros e espetados, de porco-espinho, como ela gostava de falar desde pequena. A pele era morena, com poucos pelos, e os olhos negros e estreitos tinham uma teia fina e quase imperceptível de roxo. Ele parecia concentrado, lendo as notícias mais recentes no tablete, um copo cheio de um líquido carmim e espesso na mesa à frente dele.

— Nilton... Desde quando você cozinha? – a voz da garota de treze anos saiu tão desconfiada que parecia pertencer a alguém bem mais velho. E ela tinha razão para desconfiar: desde quando Nilton começara a criá-la, quase oito anos atrás, ela vivia à base de fast food, restaurantes e comidas pré-prontas relativamente saudáveis, porque, se tinha algo que ele não aprendera em sua longa vida, esse algo era cozinhar. Ele tinha dinheiro. E, apesar de comer alimentos humanos, esses eram raros – umas três vezes por semana. Para que aprender a cozinhar, então?

11 julho 2015

Alanna: Os Sem Pele - Prólogo

Um som lento e constante de algo se abrindo a alcançou, vindo da cozinha. A janela. Prendeu a respiração por um instante, olhando de esguelha para Jaguar; ele ergueu os olhos verdes e imateriais na direção do arco que levava à cozinha. A mão apertou o cabo do maquauhuitl¹ tão forte que, mesmo com a semi-transparência do corpo, os nós dos dedos embranqueceram.

— É um deles... Posso sentir. – a voz forte soou em sua mente enquanto via os lábios se mexerem. — Você tem de sair daqui, Alanna.

A garota olhou desolada para a cadeira de rodas à sua frente, inteira, mas não rápida o suficiente, não para fugir de um Tzitzimime, e então olhou de novo para Jaguar, para os olhos de jade que tinham lhe passado confiança e força desde o primeiro momento. Percebeu o peito dele se erguer e então abaixar, como se suspirasse.

Piscou momentaneamente, escondendo o cinza-ferro atrás das pálpebras antes de estender a mão direita para o guerreiro, um sorriso pequeno esticando seus lábios e mostrando minimamente suas covinhas. Ao menos não tinha mais de se preocupar que seu poder falhasse.

Com um único olhar na direção da cozinha, de onde o som de vidro quebrando tinha acabado de se espalhar – provavelmente a louça na pia abaixo da janela –, ele tocou a mão estendida dela com a mão do braço que tinha o chimalli2 preso.

E ela deixou que se tornassem um.




1: O maquauhuitl tratava-se de uma arma utilizada pelos astecas e por outros povos que habitavam a região atualmente central do México. Era uma espécie de clava achatada de onde sobressaíam várias lâminas de obsidiana, um vidro vulcânico muito usado pelos povos pré-colombianos.
2: Tratava-se de um escudo redondo e decorado, feito de diversos materiais e disponível para quase todas as classes de guerreiros astecas, com exceção da mais baixa. Outros povo da região também o utilizavam.

Série Alanna


Os sete mundos.

Os sete infinitos ligados dentro de outro infinito limitador.

Mortos aguardando o momento em que, finalmente, finalmente, quebrem a barreira do infinito limitador e partam para o desconhecido.

Com isso Alanna sabe lidar. Muitas vezes os ajuda, quando eles assim o desejam.

Mas quando os mortos e outras coisas que não os costumeiros "demônios e anjos" começam a penetrar no infinito limitador para dentro dos sete infinitos...

Ah.


Para isso, ninguém estaria preparado...


Os Sete Mundos

Primeiro Mundo (Em breve)

Segundo Mundo (Em breve)

Terceiro Mundo (Em breve)

Quarto Mundo (Em breve)

Quinto Mundo (Em breve)

Sexto Mundo (Em breve)

Sétimo Mundo (Em breve)


A Stella Bianca (Em breve)


Humanos Possuidores de Magia (Em breve)


Os Personagens (Em breve)


Trilha Sonora (Em breve)


Livro 1: Os Sem Pele


Sabe... Tudo que as lendas dizem, em todo o planeta - fadas, vampiros, etc... Tudo isso é verdade. Muitos eram espíritos que foram modificados pela crença dos humanos de que eram algo mais. Muitos outros foram incorporados pelos humanos em suas lendas e também modificados pela crença. Com exceção dos "anjos e demônios". Eles são algo mais, imutáveis pela crença e definitivamente não são deste plano.

Eu sou humana, mas capaz de ver e falar com os espíritos dos mortos e de deixa-los usarem meu corpo para interagirem com o mundo físico. Uns me chamariam de Médium. A Stela Bianca me chama de Shaman.

Existe uma constante que sempre guiou a vida de um Shaman: Espíritos dos mortos são capazes de atravessar apenas para o lado de lá do plano, de onde "anjos e demônios" vêm. Apenas "anjos e demônios" podem ir e voltar. Ninguém pode fazer o espírito de um morto voltar.


Essa constante acaba de ser despedaçada.


Capítulos

Ilustrações

Índice - Alanna

Wattpad: https://www.wattpad.com/myworks/44055981-alanna-os-sem-pele

Widbook: https://www.widbook.com/ebook/alannaossempele

Bookess: (Uma hora lembro de colocar lá xD)


Livro 1: Os Sem Pele


25 março 2015

Novidades à vista

Certeza que mereço apanhar por essa, mas não resisto.

Quem acompanha a página no facebook ou me tem no tal, já deve ter visto quotes marcados com "Alanna - Os Sem Pele". Quem acompanhou a Pulp Feek capaz de ter lido uma edição especial de 2014, onde o prólogo e o primeiro capítulo estiveram presentes.

Pois bem.

Alanna começará a fazer parte do acervo de Entre Dimensões, em breve. Essa saga que sempre que penso sobre tenho vontade de correr em círculos. *Syba mantendo amarrada à mesa pra não fazer isso*

Para quem não viu esses trechos do primeiro livro de Alanna, segue a sinopse para a série em si e um banner feito especialmente para a divulgação com o brasão da Stela Bianca. E um quote todo especial não postado ainda :3 E pra quem viu lá na Pulp Feek, o prólogo e o primeiro capítulo estarão diferentes aqui. Melhorados com base em algumas opiniões recebidas.


Alanna


Os sete mundos.

Os sete infinitos ligados dentro de outro infinito limitador.

Mortos aguardando o momento em que, finalmente, finalmente, quebrem a barreira do infinito limitador e partam para o desconhecido.

Com isso Alanna sabe lidar. Muitas vezes os ajuda, quando eles assim o desejam.

Mas quando os mortos e outras coisas que não os costumeiros "demônios e anjos" começam a penetrar no infinito limitador para dentro dos sete infinitos...

Ah.

Para isso, ninguém estaria preparado...




Quote Alanna - Os Sem Pele

Capítulo 6: De Novos Comandos e Transformações


"Se jogou no chão por instinto, sentindo o ar se movimentar acima dela antes de ver a garota loira cair do outro lado da mesa de centro. Vivian se virou para ela, os olhos de um tom púrpura, repletos da sede que tantas vezes vira nos olhos de Nilton, mas com ar selvagem e animalesco que ela nunca vira no pai. Pela expressão do rosto e pelos estudos na Stela Bianca, Alanna sabia que recém-transformados eram incapazes de reconhecer a realidade e as pessoas ao redor.


Vivian se ergueu, os lábios entreabertos com um fio de saliva misturada com sangue escorrendo pelo queixo, os lábios entreabertos e cortados pelos dentes pontudos recém-crescidos que a cadeirante vislumbrava, os olhos brilhantes e selvagens enquanto a fitava, parecendo considerar tentar dar outro pulo em sua direção. Ensandecida."


Enfim, espero que se interessem por acompanhar "Alanna", sendo que o primeiro livro será "Os Sem Pele" :3

Beijos!