12 setembro 2011

Teorias de Conspiração - Capítulo 8: No Sobrenatural é Mais Fácil

− Mas... Sendo o Despertador uma Mantícora... Com esse rabo cheio de espinhos... Por que minhas pernas não parecem uma peneira?! – perguntei para ninguém em especial, cruzando os braços e erguendo uma sobrancelha interrogativamente; afinal, Despertador dormia comigo.

Despertador, livre da Teia de Seda, estava deitado atrás de mim, no sofá de vovó, com a cabeça apoiada no meu ombro, de um jeito que mantia Sam-muel bem longe de mim. Cachorro ou Mantícora, ele gosta, e muito, de mim. E é ciumento feito meu irmão! Aff... Que que eu fui arranjar como bicho de esti-mação e guardião...

Eshe se aproximara, e eu vi minha Mantícora olhar para ele como que considerando seriamente em devorar sua perna. Olhei de um jeito para ele que dizia “Controle-se” e Despertador resolveu dormir. Eu tinha que descobrir por que Despertador não gostava de Eshe!

Devon então se levantou, dizendo que ia ajudar vovó.


Vovó chegou, trazendo uma bandeja com comida estranha para mim. Eshe, por outro lado, olhava para a bandeja com um olhar esfomeado. Haviam flores vermelhas que pareciam serem feitas de seda devido a transparência; folhas grossas, parecendo folhas de carvalho, de uma cor que parecia chocolate e cheio que era como o mesmo chocolate, mas com néctar de maçã e uva; haviam... Coisas... Que pareciam coração de frango diminuído algumas vezes – não fui muito com a cara deles... –; um doce estranho e esverdeado em forma de estrelas, corações, luas e folhas. Da garrafa na bandeja – de um vidro verde com pedras preciosas incrustadas – vinha um cheiro fresco, como menta, com algo que me lembrava morangos com chocolate. Saía uma fumaça fina e clara, como se fosse uma bebida quente.

Vovó colocou a bandeja no chão, no meio de todos nós, enquanto Devon chegava com os copos – de vidro azul, altos e curvados, e que eu não lembrava de ter visto alguma vez, assim como todo o resto – entregando um para cada.

− Por causa da Teia de Seda, Stacy... – vovó respondeu a pergunta que eu fizera não muito tempo atrás, fazendo uma pequena careta – parece que ela não gosta muito de falar sobre a Teia de Seda –, pegando uma das folhas de chocolate depois de servir a bebida a todos. – Cobre ferimentos automaticamente.

Eu fiquei insegura de pegar qualquer coisa da bandeja. Vai que tem alguma coisa que me faz passar mal! Ou pior, algo tipo os Feijões de Todos os Sabores de Harry Potter... Eu não duvidava de mais nada, sem brincadeiras.

Eshe pegara os “corações” como alguém pega M&M: enchendo a mão e então a boca. Sammuel fez careta para o irmão enquanto pegava uma das flores de seda; desconfiei que aquilo que Eshe pegara eram corações de rato frito, e isso me fez embolar o estômago. Devon pegou o doce esverdeado, especificamente um em forma de estrela. Eu não pequei nada, com medo do sabor que encontraria, bebericando um pouco do que vovó servira nos copos.

Tinha o sabor açucarado e suave dos morangos, mesclando com chocolate amargo e frescor de menta. Huuuummm!!!!!!! Delícia!!!!! Tipo assim, Stacy ser a maior chocólatra do mundo. Qualquer coisa que tenha chocolate no meio já virou um pedacinho de céu pra mim. E vira o céu definitivamente se houver Coca-Cola!

Terminei com o que tinha no copo, sentindo, estranhamente, calor subir às minhas bochechas enquanto me servia de mais da bebida. Devon parecia preocupado, enquanto me oferecia uma das folhas de chocolate.

Mordi a pontinha da folha de chocolate, e juro que tinha estrelas no lugar dos olhos! Era chocolate recheado com hortelã! Estou no paraíso! Bebida com sabor leve de chocolate, e chocolate recheado! Ohhhh...

− Sabia que ia gostar! – Devon disse depois de engolir o que estava mastigando. Ele me conhecia bem o suficiente pra saber que chocolate era aquilo que me comprava facilmente – tipo quando éramos menores e ele me comprava pra não contar pra mamãe ou pro papai que ele tinha saído escondi-do pra jogar bola com os amigos. Às nove da noite. Tempinho bom... Toda se-mana eu me lambuzava com Tortuguitas da Arcor...

Continuamos comendo, eu deixando-me apoiar contra Devon. E quando ameacei me servir mais da bebida, ele me impediu! Qualé?! É viciante por ter sabor de chocolate, e você sabe que eu sou chocólatra! Deixa eu beber maaaaais!

− Já bebeu muito, Stacy! Favrë (Lê-se Favrix) é um treco muito forte pra uma criança! – ele disse, tirando a garrafa do meu alcance levantando-a. Ei!

− Eu já tenho 15 anos! – Gritei, me ajoelhando e agarrando o pescoço do meu mano, esticando o braço e tentando alcançar a bebida. Devolveeeeee!

− Tem certeza? Acho que a certidão de nascimento está errada... – ele sorriu de um jeito sacana, indicando o quanto tábua eu era por entrelinhas. Grrrrrrrrrr... Eu não vou responder por mim, Devon!

Eu e meu irmão começamos a brigar e nos estapear como irmãos cos-tumam fazer, sabe – conosco costumava acontecer em situações semelhantes àquela, eu querendo algo e ele falando que eu era muito criança; Devon sempre foi muito protetor, assim como papai...

Ele deixou a garrafa no chão para tentar soltar seu pescoço, preso numa firme chave de braço por mim! Rá! Estou quase te vencendo!

− Stacy... Acho melhor soltar o Devon... Ele está ficando roxo... – Ouvi Eshe falar, e sua expressão era sinceramente assustada.

Roxo? Eu nunca nem consegui fazer cócegas com minhas chaves de braço! E olha que foram muitas ao longo de quinze anos!

− LeavesEyes... Favrë é uma bebida que dá força e revigora... Como você foi a que mais bebeu, deve estar com a força de um gorila adulto agora... – Vovó disse, suavemente. Eu fiquei apavorada, enquanto soltava Devon, que tossiu vigorosamente, enquanto eu o ouvia sugar ar de um jeito que me pare-ceu doloroso... Eu quase matei meu irmão! É o que dá beber sem saber o que é! Vocês me pagam por eu quase ter matado meu irmão!

− Desculpa, Devon! Desculpadesculpadesculpa! – atropelei as palavras, roendo as unhas, desesperada, enquanto verificava se meu mano estava bem. Eu teria um treco se ele não estivesse bem por minha culpa... Sem brincadeiras.

− Calma, Stacy... É preciso mais do que isso pra me matar... – Ele disse com seu habitual tom brincalhão, mas eu via seus olhos avermelhados. Pô! Me dissessem os efeitos da bebida, caramba!

Seguiu-se um silêncio um tanto sepulcral – ouso dizer que um enterro estaria mais animado – e eu não me atrevi a comer nem beber mais nada. Nem falei, pelo menos até que todos terminassem de comer... Ainda estava meio assustada por quase matar o meu irmão, sabe...


Depois que vovó levou o que sobrou para a cozinha, foi que voltamos a falar.

− Vovó... O que foi aquilo que você fez para que eu visse Despertador como ele realmente é? Quero dizer... Como você tirou a Teia de Seda? – per-guntei, a típica interrogação em minha face.

Vovó suspirou e olhou para Sammuel, como que querendo passar a ta-refa para outro. O estranho é que a impressão que eu tive era de que ela o conhecia, por isso o olhava daquele jeito. Sammuel suspirou e seus olhos giraram antes de se aproximar de mim.

Sammuel se ajoelhou de frente para mim, e pediu que eu sentasse com as pernas estendidas.

− Como sua vó já disse, Stacy, suas pernas estão cobertas de Teia de Seda por causa dos ferimentos que os espinhos de Despertador com certeza fizeram. Vai ser fácil tirar a Teia, já que ela não está cobrindo algo que assustaria muito os humanos, então deve estar bem fina. – ele deu um riso meio forçado, antes de ficar sério de novo. Aquele sorriso fez minha coluna se arrepiar, não sei porque... – Muito bem. Coloque as mãos sobre as pernas, sem pressionar. – foi o que eu fiz, aguardando as outras instruções. – Agora, concentre-se. Feche os olhos, de preferência. – repeti o que ele me disse para fazer, e a escuridão de meus pensamentos confusos me saudou. Sim, meus pensamentos costumam ser bem confusos... – Agora... Imagine como se houvesse uma teia de aranha tampando sua visão. – foi o que eu fiz, e a teia que me saltou aos olhos tinha a cor azulada e era espessa, tão espessa que a luz que me chegava, chegava translúcida. – Agora... Rasgue essa teia enquanto abre os olhos.

Fiz o que ele me pediu, e quando abri os olhos, a Teia de Seda que co-bria minhas pernas rasgou-se e caiu como quando caiu quando cobria Despertador. E juro que nunca fiquei tão pasma.

Eu esperava marcas como de alfinetes, a maioria já cicatrizada. Mas havia mais. Marcas que pareciam marcas de dentes: arcadas dentárias comple-tas, cicatrizadas ou semi-cicatrizadas, muito parecidas com uma arcada dentá-ria humana. Não só eu fiquei pasma, mas todos os que estavam ao meu redor também ficaram com caras do “WTF?”. Vovó empurrou Sammuel para o lado, se atirando para examinar minhas pernas de um jeito quase desesperado – juro que nunca a vi desesperada. Ouvi Despertador soltar uma espécie de ga-nido, como que culpado, virando a face para que ninguém o visse.

− Isso... Vem de anos... – ouvi Eshe falar enquanto enfiava a cara por entre os ombros de vovó e Sammuel. Devon me abraçara pelos ombros e me fizera apoiar a cabeça em seu peito, o queixo pressionando o topo da minha cabeça e achatando meu cabelo. Estava de um jeito mais protetor que o nor-mal...

− Por isso os poderes não despertaram totalmente... O Éö (Lê-se Eú) do EletricEyes que vem se alimentando da Stacy bloqueia a Aëke (Lê-se Aixke) dela! – Sammuel falou, preocupado. Já tirava o pingente de Fênix e o livro dos bolsos.

− Temos que descontaminá-la, e rápido! Mais um pouco e Stacy nunca será uma Fada completa! – Vovó exclamou, fazendo Devon me levantar de um salto e me colocar no meio da sala, empurrando o sofá para ficar fora do caminho.

− Como assim, vovó? – eu sentia um estranho aperto no coração, e es-tava um tanto desesperada, admito.

− Você vagará entre o mundo dos humanos e o mundo sob a Teia de Seda, Stacy, eternamente. Vendo o nosso mundo e o dos homens, mas sem ser de nenhum deles. E sem poder realizar magia. – vovó respondeu docemente, segurando meu rosto e beijando o topo de minha testa como quando me colocava pra dormir na época que morou conosco. Então, me fez deitar.

− Não se mecha em momento algum, Stacy. Isso pode complicar as coi-sas. – Sammuel alertou-me antes de se posicionar ao meu lado, de frente para vovó que estava do outro lado, Devon do lado de vovó e Eshe do lado de Sammuel.


Era estranho ver os rostos de Sammuel, Eshe, Devon e vovó me olhan-do de cima, todos segurando aquela corrente com o pingente de fênix de ma-deira. Mais estranho ainda foi quando todos, inclusive meu irmão, começaram a recitar uma ladainha qualquer que estivesse no livro de Sammuel.

A fênix começou a brilhar fracamente com uma luz branca. Conforme eles recitavam a ladainha, eu sentia como se estivesse irradiando luz, quente, de dentro pra fora – devia ser assim que uma lâmpada se sentia quando acesa – e quanto mais eu resplandecia, mais forte a fênix brilhava e mais escura ficava sua luz. Como se estivesse contaminada. Devia ser o Éö – o que quer que seja isso – do tal EletricEyes.

Pisquei os olhos, e vi algo que era como uma imagem de uma pessoa vista através de um espelho de névoa, aparecendo e depois sumindo. Pisquei de novo, e dessa vez ela apareceu e não sumiu, flutuando acima de mim. E, caraca, minha pernas tremeram! Se eu estivesse de pé, teria levado um tom-bo... Era assustador. Os dentes eram dentes de tubarão, e sorriram num sorri-so macabro. Olhou para Devon, ondulou e correu em direção a ele. Eu não sei direito porque, mas fiquei de pé num pulo e saltei sobre Devon, tirando-o do rumo da criatura estranha e que só eu via.

O pingente de fênix consumiu-se em luz negra e sumiu no momento em que me mexi.

− Rën... Papai não vai gostar de saber disso... – ouvi Eshe murmurar, enquanto Sammuel resmungava um impropério qualquer.

Mas não prestei muita atenção. Estava mais preocupada em me levantar num salto e encontrar a pessoa que ondulava no ar.

E achei. Ela se afastara e estava próxima da janela, me olhando com puro ódio nos olhos vermelhos, as mãos em garras. Despertador parecia ter percebido que havia algo ali que não devia estar, e por isso erguera a cabeça e parecia estar farejando a procura do que quer que fosse.

− Despertador... – chamei, e algo em meu tom de voz o fez vir até mim imediatamente.

Todos olhavam na mesma direção que eu, tentando entender por que eu estava tão tensa. Mas será possível?! Só eu enxergo essa... Coisa?!

− LeavesEyes... O que você está vendo? – vovó perguntou, começando a se levantar, mas um gesto meu a fez continuar onde estava.

− Não sei o que é... Parece ondular através da névoa e tem olhos ver-melhos... Foi na direção do Devon, mas tirei ele do caminho. – respondi, se-guindo com os olhos a coisa que agora se movia para o lado da TV, lentamen-te. Parecia me analisar.

Sammuel ficou branco e encarou Eshe, cujos cabelos tinham ficado flamejantes. Vovó cambaleou em seu lugar, sendo amparada por Devon. Não, não sei como alguém pode cambalear sentada, mas tanto faz...

− Um RedEyes fora de um corpo... Como nos encontrou? – ouvi vovó murmurar.

− Não sei, vó... – ouvi Devon responder, um tom... Assustado? Meu ir-mão, assustado?

− Stacy está exalando Aëke como eu nunca vi alguém exalar tanto de sua essência... Isso deve tê-lo atraído... – ouvi Sammuel falar, enquanto Eshe folheava seu livro desesperadamente, atrás de algum tipo de feitiço ou coisa assim. – Rën...

− Que foi, Eshe? – Sammuel me olhava atentamente, as sobrancelhas num V acentuado. Afe, só eu mesma pra despertar tanta preocupação!

− Precisamos de um pingente de Hexagrama ou Estrela de Davi... Mas eu e você não somos tão poderosos à ponto de elas acharem que mereçamos um desses... E é preciso manter contato visual com o RedEyes, e a única pes-soa que está vendo-o é a Stacy, que nem começou a aprender o idioma da Teia. É, acho que vamos ter que apelar pra uma explosão... – Eshe já ameaça-va fechar o livro, quando vi vovó tirar duas correntes do bolso: uma estava va-zia, e a outra tinha centenas de pingentes.

Não só eu e Devon deixamos nossos queixos caírem, mas Sammuel e Eshe também.

− Por Deus, qual é o seu nível, dona Eurídice? – ouvi Eshe falar com um tom admirado. Vovó riu, tirando uma estrela de seis pontas do meio dos pingentes e colocando-a na corrente vazia, me entregando em seguida.

Coloquei a corrente no pescoço, não tirando os olhos do RedEyes, que ainda me encarava, mas ocasionalmente olhava para algum dos que estavam ao meu redor. Parecia... Ter medo de se aproximar ou não poder se aproximar, mas só de mim. Além de parecer estar desesperado pra possuir alguém...

− Stacy... – Sammuel me chamou e fiz um sinal para ele continuar. – vou recitar o que você tem que falar, e você vai repetir, exatamente como ouvir. Concentre-se imaginando como se você estivesse irradiando luz, e mantenha contato visual com o RedEyes o tempo todo. – em seguida, ele começou a fa-lar, e eu repeti, exatamente como ouvia.

Estranhamente, eu entendia o que ele estava falando, embora ele não estivesse falando português ou qualquer outra língua que eu conhecesse. É, sou louca de pedra mesmo...

“Tu, criatura imunda, que caiu da graça do céu...”

− Não pense que pode contra mim, garota! – o RedEyes disse com voz esganiçada – parecia um corvo –, tentando loucamente sair do meu campo de visão e quebrar o contato visual, mas eu era persistente! – Loucos costumam ser persistentes! Girei em torno de mim mesma várias vezes para manter con-tato visual, não o perdi de vista uma única vez. E continuei a repetir o que Sammuel falava. Não perdi nem uma letra.

“Tu deves ir embora! Partir para junto da terça parte que foi para as pro-fundezas do mar!”

− Nunca! – dessa vez, o RedEyes, tentou avançar na minha direção, as mãos em garra; continuei no meu lugar, não mexi um músculo, embora meu coração estivesse batendo de forma desesperada em meu peito, mas a criatura parou quando estava à um metro e meio de distância. Ele tentou avançar mais, eu percebia que fazia força para conseguir fechar as garras no meu pescoço, mas, por alguma razão, não conseguia se aproximar mais.

“As profundezas do mar são o teu lugar, demônio! Parta deste lugar, e nunca mais volte a atormentar os que estão vivos, sejam eles humanos ou não!”

Dei um passo na direção do RedEyes, e ele foi para trás, forçado por uma força invisível.

− Você não tem poder para me mandar embora! – eu percebia o deses-pero na voz esganiçada, assim como percebia a força e o poder – clichê? Tal-vez. – dentro de mim, querendo se libertar.

“Em nome de Deus, vá embora desta casa, vá para as profundezas do mar e nunca mais saía de lá!”

Eu berrei a última frase, avançando mais um passo. Inconscientemente, eu ouvi os passos de minha vó e de meu irmão virem na minha direção.

Ofeguei quando parei de falar, o demônio em forma de espírito com bri-lhantes e maléficos olhos vermelhos, gritou horrivelmente enquanto era arras-tado através da parede. Minha visão turvou-se e senti minhas pernas bambas cederem. Alguém de cheiro e energia familiar enlaçou minha cintura, impedindo-me de cair e apoiando minhas costas contra o próprio corpo. E eu sabia que era meu irmão. E eu sabia que estava segura quando ele me ergueu nos braços e me carregou. Só ele me passava tanta segurança.

Mas vou te contar, viu... No Sobrenatural parece tão mais fácil mandar um demônio pros Quintos dos Infernos... Lá você também não fica esgotado.

Sério. Eu sentia cada centímetro do meu corpo doer. Doer miseravel-mente. Parecia que uma jamanta tinha passado por cima de mim. E o que mais doía eram minhas costas.

Minha consciência ficava cada vez mais lenta, até que adormeci, ainda segura dos braços de Devon.


Capítulo Anterior                                    Próximo Capítulo