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05 junho 2017

O Incrível Mundo das Visual Novel! - Parte 5

FINALMENTE SAINDO DO HIATUS DE DOIS MESES, MEU POVO!

"Nossa, que que aconteceu, Gabi?" Faculdade de Relações Internacionais, meus caros. "Outra?!", sim sou insana desse tanto :P Estava pegando o ritmo ainda, entre MBA e nova faculdade e 46434687 de coisas para ler e escrever e trabalhos e afins (e não me perguntem da simulação do Conselho de Segurança da ONU).

E lá vamos nós, para mais uma parte de "O Incrível Mundo das Visual Novel!" :D

01 novembro 2016

O Incrível Mundo das Visual Novel! - Parte 4

Soooorry a demora, pessoas! Mas vamos lá, para mais uma parte de "O Incrível Mundo das Visual Novel!" :D

Hakuoki - Demon of the Fleeting Blossom

Como falar de Hakuoki corretamente...

Então. Primeiro, é um jogo de PSP. Segundo, é otome, embora um otome bem... Intenso, por assim se dizer. E uma semi-aula de história do Japão.

Os personagens "romanceáveis" são integrantes do chamado "Shisengumi", uma espécie de forças especiais dos apoiadores do regime dos Xóguns. O jogo, aliás, se minha memória não me falha, se passa no final da era Xógum. O jogo começa com a personagem que controlamos, filha de um médico que estava envolvido com os tais Shisengumi. História vem, história vai, a personagem acaba sendo acolhida por eles, porque todo mundo quer descobrir onde cargas d'água o pai dela foi parar.

No meio disso tudo, temos demônios de aparência muito humana e "vampiros", que na verdade são humanos que foram vítimas de uma experiência usando o sangue de demônio e foram transformados. É aquele tipo de jogo que o legal é fazer as rotas de todos os personagens romanceáveis para descobrir todas as nuances e ângulos, porque cada rota leva a um final; pode ser um final de luta mais política entre os apoiadores do Xógum e os que querem o fim do regime, ou um final mais fantástico que envolve os demônios e o fato de eles quererem a personagem principal por ela ser uma das poucas fêmeas da espécie (ops, contei, a personagem é demônio e ela não sabia :P).

É um jogo com momentos muito lindos e intensos, e com algumas das CGs mais bonitas que eu já vi. Recomendo fortemente.

06 setembro 2016

O Incrível Mundo das Visual Novel! - Parte 3

Finalmente a parte 3 da série :P Se der tudo certo e eu me mantiver fiel ao calendário que fiz, todo mês saí uma postagem nova da série.

E lá vamos nós... :v

A2 - A Due
Fonte (Hao e Sona S2)


A2 é bem normal no quesito de não ser distopia, não ser fantasia, sci-fi nem nada assim, considerando que eu normalmente só fico feliz se for algo com algum desses elementos. A história basicamente segue o(s) 1(2) mês(es) em que Sona e Hao treinam uma orquestra sinfônica para uma apresentação. Sona é uma rockeira punk que foi treinada pelo pai, um famoso maestro de origem chinesa, para seguir os passos dele... Só que ela não foi por aí não. Hao, um chinês, foi outro aprendiz de seu pai, um gênio maestro jovem. E rígido. Muito, muito rígido. Esses carinhas da imagem ao lado (que não é ingame, mas uma fanart que achei no google e que combina perfeitamente. O traço do game é mais simples)

A visual novel aborda esse período, contando a história deles do ponto de vista da Sona, a quem podemos controlar as ações em determinados pontos da história. E vou te contar... Que história! S2 É muito bom ver como eles lentamente passam a construir uma relação, fazendo o possível para se entenderem uma vez que Hao não sabe inglês e Sona não sabe chinês. Com o tempo, eles passam a usar termos da música, que ambos conhecem, para ajudar na compreensão. É linda ver a evolução do relacionamento e como Sona passa a se preocupar com a orquestra de fato. E, caso siga a rota do romance, e não da amizade, o final é impagável e emocionante S2

E a trilha sonora, claro. É uma das poucas visual novel que não desliguei o áudio... E só digo: ouçam "We are Legend", piano version. A música foi composta por um fã de Crepúsculo e também é chamada de "Bella's Lullaby", se lembro direito. Mas é linda. No ritmo e na letra.

A2 para sempre estará no meu coração S2 Aliás: tem bastante fanart do jogo no google S2



19 abril 2016

O Incrível Mundo das Visual Novel! - Parte 2

E lá vamos nós, para finalmente a segunda postagem da série "O Incrível Mundo das Visual Novel"!

Perdeu a primeira parte? Confira aqui!

Aloners


*suspirando alto pelo Trash*

Ahem. *voltando à realidade com uma voadora da Syba*

Então. Aloners é uma Visual Novel do tipo pós-guerra nuclear. Praticamente só você e o Trash o jogo inteiro. Vão aparecer alguns outros lá no final do game, mas o único realmente desenhado é o Trash - a protagonista é sem rosto: só temos certeza de que é mulher, o resto da aparência é um mistério. O que achei bem legal, ainda mais aliado à quantidade de escolhas diferentes que fazemos: é mais fácil se tornar você mesmo ao jogar.

E a história, descobrir quem você era, como chegou ali e todo o mais, é muito, muito boa. Recomendo um zilhão de vezes.


Long Live The Queen


Uma única coisa a dizer realmente: IMPOSSÍVEL SEM CHEAT!

Ou eu sou muito burra mesmo .-.'

Basicamente, você é a princesa herdeira e vai assumir o trono em um ano. Durante esse tempo, tu tem de aprender de tudo e mais um pouco e se virar pra tentar manter o reino em paz, passando nos testes das habilidades que tu faz aula.

Perdi a conta de quantas maneiras diferentes eu morri antes mesmo de ser coroada xD Quando me der na telha, vou tentar de novo com os cheats pras habilidades que eu descobri existirem quando tentava arrumar um bug de tradução xD


Nameless - The One Thing You Must Recall


Pensa em algo que te faz chorar que nem uma criança. Multiplica por cem.

Pronto. Você já sabe como vai ficar quanto terminar a rota do Red e descobrir os dois finais secretos em Nameless após desbloquear todos os finais bons: cara inchada, olho inchado, desidratado e fungando. E talvez uma dor de cabeça de brinde, se vocês forem como eu - chora muito e a cabeça dói em resposta.

Basicamente, a personagem coleciona bonecos que parecem humanos, e um dia acorda e eles viraram humanos, literalmente.

Mas vamos lá. O nome padrão da personagem é "Eri", mas você pode mudar. Ao começar o game, você primeiro escolhe o nome da(o) primeira(o) boneca(o) que a personagem teve, então o nome da personagem e então vai escolher as peças que vai tentar conquistar (você descobre o que elas são, exatamente, ao longo do game). Primeiro, só dá pra tentar 3, relacionadas aos personagens Lance, Yeonho e Yuri, que começam numa rota comum que depois se torna individual. E recomendo clicar em "New Game" toda vez que desbloquear um final bom de um deles e escolher as tais peças: mesmo na rota comum aparecem alguns diálogos novos. A rota do Tei ficou disponível assim que peguei o final bom de um deles, mas pelo que li quando cansei de pegar final ruim e fui atrás do que estava fazendo errado, é bom fazer o Lance, Yeonho e o Yuri antes de partir pro Tei. Assim que você termina a rota do Tei, chega a do Red, a mais heartbreaking de todas. Desde a rota do Tei, a personagem começa a ter problemas com as memórias, elas somem e tals, e na rota do Red isso alcança um nível tal que só Jesus na causa, além de começar a ser revelado o background por trás do motivo dos bonecos terem virado humanos. O choro é livre na rota dele, pura e simplesmente.

Uma vez que você tem os finais bons de todos, você conseguiu todos os pedaços... E quando clica em "New Game", tem um coração lá, onde você clica e pega o primeiro final secreto (não conto como pegar o segundo final secreto. Se jogarem e quiserem descobrir, me perguntem que falo, mas não vou contar aqui não senão perde a graça quanto aos finais secretos). Você não interage nos finais secretos, apenas assiste.

E tem o coração quebrado em um milhão de pedacinhos em cada um dos finais secretos. O choro não é nem livre direito, é infinito mesmo.

É um jogo muito bom. Pode parecer que o foco é apenas o romance, mas os finais secretos mostram que não. De fato, são finais bem tocantes. Aliás: todas as rotas, como um todo, mostrando pelo que os bonecos passavam e sentiam, mostram o nível de companheirismo e confiança que a personagem e o moço tem, são únicas e "ah, meu coração" (com o Yeonho e o Tei sendo bonecos usados com trauma do dono anterior, e Yuri, Lance e Red tendo seus problemas por causa de como foram idealizados pelos fabricantes... Toda vez que eu descobria a história pessoal de cada um eu sentia meu coração afundar). O melhor: Tei pode até agir meio estranho na rota dele, mas está LONGE de ser tão creepy quanto o Toma em Amnesia: Memories. xD

Recomendo para os masoquistas de plantão que sabem que vão chorar, que vão virar uma poça de lágrimas e ter os pedaços do coração espalhados... Mas ainda assim vão em frente xD


The Royal Trap

"The Royal Trap" foi um daqueles jogos que colocou um enorme sorriso no meu rosto.

Madeleine, a personagem que controlamos, é a Valete do Príncipe Oscar, de Ocendawyr. A sociedade do universo apresentado é de certa forma matriarcal - a linhagem dos reinos é passada através das filhas mulheres do rei e da rainha; quando essa princesa se casa e passa a governar, é chamada de Sabedoria, e são os príncipes que correm atrás delas para se tornarem Reis, e não o inverso. É um sistema interessante, que mostra que o Rei e a Sabedoria são parceiros, sem sobreporem o outro, quando afinal se casam e tals.

Oscar e Madeleine estão justamente em outro reino, para a festa de debutante da Princesa Cassidy de Gwellinor, e para Oscar tentar conseguir conquistar a dita princesa e ser escolhido por ela. Pra isso, ele tem de "vencer" seus concorrentes, Príncipe Nazagi de Asineth e Príncipe Gaston de Bardowen. E o irmão da Princesa Cassidy, Príncipe Callum (*corações nos olhos de Gabi*), também é um competidor no caso de outras princesas.

Mas é claro que a história não se foca apenas na competição, porque a Princesa Cassidy desaparece, e aí lá vai Madeleine tentar achá-la para transformar o seu Príncipe num herói e, assim, ele ser o escolhido, fazendo ou não alianças com os outros Príncipes (e possivelmente um romance da Madeleine com um dos Príncipes OU com uma das duas outras personagens femininas, além de Cassidy, que possuem certa importância).

Claro que nada vai tão suavemente assim e temos conspiradores que falam que a Princesa Cassidy não é a Princesa Cassidy. Ooooooh!

Altas tretas, gente. Altas tretas. Recomendo fortemente jogarem e descobrirem tudo sobre a história do jogo, que é realmente incrível!


Menção Honrosa: MetaHuman INC

Por que "menção honrosa"? Porque MetaHuman INC não é de fato Visual Novel, por não ter imagem alguma. A história inteirinha é apenas escrita (mas eu AMARIA ver uma HQ ou coisa assim do universo de MetaHuman INC), com você podendo escolher as ações do personagem.

Foi um achado que me agradou MUITO. Basicamente, o personagem, que você decide tudo (gênero, nome, background e até mesmo como deseja ser tratado), foi nomeado pelo antigo CEO da empresa MetaHuman INC para ser o próximo CEO, caso algo acontecesse com ele; no presente caso, ele desapareceu.

A história segue, com você desenvolvendo melhoramentos para humanos feitos com base tanto em magia como em tecnologia (incluindo aqui tecnologia alien :P), colocando alguns melhoramentos em você mesmo (e eles são uma verdadeira mão na roda em diversos momentos), podendo desenvolver romance com 3 personagens (uma mulher bi, um homem gay e um homem hétero)... E se envolvendo com viagens no tempo, ET's e seres mágicos.

E os ET's não são bonzinhos.

Não vou revelar como a história se desenvolve em detalhes, além do ponto de ser CEO e ter de aumentar os lucros da empresa e tals. É um jogo que realmente vale a pena descobrir sozinho. :)

05 novembro 2015

O Incrível Mundo das Visual Novel! - Parte 1

Quem me tem no facebook deve ter visto umas postagens estranhas minhas iniciando com "Visual Novel" no último mês.

Não é um universo muito conhecido. Eu mesma o descobri literalmente por esses meses de greve na Federal (falta do que fazer [mentira, tem o TCC] + achando um absurdo o preço das DLCs de DA Inquisition), graças à uma amiga (Te amo, Camila Monteiro S2).

Uma Visual Novel, de certa forma, é similar à games como Life is Strange, Tales from the Borderlands e The Wolf Among Us: é como ver um "filme" onde podemos fazer escolhas que moldam o final. Com a diferença de que uma visual novel é mais como um livro ilustrado (mais livro que HQ ou Graphic Novel por boa parte das ações dos personagens e outras coisas serem descritas como num livro, em primeira, segunda ou terceira pessoa, e não mostradas em ilustrações como numa HQ. Alguns momentos especiais, que vem em consequência de determinadas escolhas, como primeiros beijos de casais, geralmente, possuem ilustrações especiais, algumas MUITO LINDAS. Pelo menos as que eu joguei). E também, a maior parte das Visual Novel foca em histórias românticas. Algo realmente mais para garotas adolescentes. (sqn com Cupid xD)

Mas várias possuem histórias realmente MUITO boas! Histórias que me surpreenderam muito, de me deixarem de queixo caído e pensando "Pqp... Isso devia virar série, filme, série de livros, sei lá...". O único porém é que praticamente todas são em inglês (com sorte. Por exemplo, a maior parte da série "Amnesia" só tem em japonês, e pra PSP, ainda por cima ç.ç Outras que morro de vontade de jogar também só são encontradas em japonês e/ou para outra coisa que não PC).

E essas que me deixaram "Oh", eu recomendo! Vou falar sobre elas nessa série de postagens "O Incrível Mundo das Visual Novel!", que provavelmente não terá fim: irei falar sobre algumas à cada postagem, conforme as jogo/arranjo paciência pra escrever sobre :) Considero-as uma mistura de games e literatura interessante, por isso acho pertinente falar sobre!


Loren The Amazon Princess


Loren é uma Visual Novel diferente (junto de Seasons of the Wolf e Planet Stronghold), e a primeira que joguei. Ela possui um sistema de RPG implementado, com subida de níveis, XP e batalhas, lembrando muito um RPG de mesa: retratos do seu grupo x retratos do grupo inimigo, com ordem de turnos definidos pela velocidade do personagem, selecionando sobre quem vamos realizar uma ação e qual ação será essa. Até mapa pra gente zanzar e acampamento pra conversar com os amigos tem! De fato, a única diferença entre Loren pra um Dragon Age da vida é que são imagens estatísticas, e não 3D.

O interessante é que não jogamos com a heroína pika das galáxias que dá nome ao jogo, Loren, a Princesa Amazona. Nada disso. Jogamos como seu servo/escravo, uma elfa (Elenor) ou um homem (Saren). A mãe da Loren, a Rainha Karen, desapareceu, e ao invés de assumir o trono, Loren decide ir atrás da mãe, e aí a chefe da guarda ordena que você, o jogador, vá com ela. E, embora não pareça, a sua atitude para com a Loren influencia não apenas no seu destino, mas no destino de Aravorn, o mundo onde o jogo se passa, porque nessa de ir atrás da Karen a gente se mete com demônios e afins xD

Pra entender a lindeza de Loren, só jogando S2

Detalhe: COLOQUEM A DLC "CASTLE OF N'MAR" QUANDO FOREM JOGAR!!!!! Chambara, Sauzer e Mesphit deixam o jogo MUITO mais lindo! S2 Pena que o Sauzer é monge celibatário, porque ele é muito gracinha ç.ç *chorando no cantinho*


Amnesia: Memories


O segundo que joguei. O que mais ocupa espaço no HD também (ao lado de Nameles: The One Thing You Must Recall e dos outros que preciso do emulador de PSP. Culpada: Deus sabe quando terei algum tipo de console. Visual Novel geralmente não pesa tanto).

A dublagem é em japonês, com apenas a Heroine, a personagem cuja pele tomamos pra jogar, sendo sem voz. É um jogo relativamente difícil sem um detonado. "Hah, uma Visual Novel, difícil?". Sim, meu caro. (Nameless também entra aí) Especialmente se tu pega logo o mundo do psicótico de primeira. (como eu)

É assim: você perdeu a memória porque um espírito (ORION GRACINHA!!!!!! OPÇÃO DE ROMANCE NOS AMNESIA QUE SÓ TEM EM JAPONÊS, DESGRAÇA!!!!) viajando entre dimensões bateu em você e acabou entrando na sua cabeça. À partir daí, você pode escolher quatro mundos (Heart, Clover, Diamond e Spade. Sim, naipes de cartas em inglês), onde você tem/tinha um namorado antes de perder a memória, e agora tu tem de recuperar sua memória e ficar em bons termos com o carinha, com o Orion te ajudando. E pra todos existem finais bons, normais e ruins. Por "final ruim", inclua "morrer" (eu no meu primeiro gameplay). Se você não escolhe as respostas certas pra determinadas situações nos mundos, você não desbloqueia o final bom com o cara escolhido. E sério, é difícil fazer as escolhas certas: todos eles possuem algum "complicômetro" pra você acabar não indo com a cara dele ou te levar a fazer as escolhas que levam para o final normal ou ruim. (um deles te coloca numa jaula sob o pretexto de te proteger. Como desbloquear um final bom com um cara desses sem um detonado? Morri e feliz no primeiro gameplay dele que fiz haushsuahusahusa)

O Ikki e o Shin (Spade e Heart, especificamente) são os melhores, na minha opinião. O do Ikki é de quebrar o coração, na verdade: quando a gente o conhece nos outros mundos e tals, a gente não imagina isso. E as ilustrações que desbloqueamos com eles... Jesus me abana, uma mais linda que a outra! @.@

"Ah, mas qual a graça de desbloquear os finais bons de todos?" Desbloquear o quinto mundo, o Joker World, o mais bugado onde tem uns sete finais ruins ou mais, e o quinto cara, e descobrir umas tretas monstros sobre Orion e afins.

E qual a graça do Joker World?

Joguem e se debulhem em lágrimas comigo ao chegarem ao final bom dele xD

Enfim, um primor de história, porque todos os mundos meio que se juntam pra contar uma única história. Até anime tem (não vejam antes de jogar. Vai perder a graça descobrir o Joker World). Pena que os outros games da série só tem em PSP e sem legenda em inglês. ç.ç *no cantinho, chorando. De novo*


Cupid

Como descrever? Cara, Cupid é simplesmente incrível.

Primeiro, nós não encarnamos realmente um personagem, por assim se dizer. Nós encarnamos a Mãe da personagem principal, Rosa (nome dado deliberadamente por uma das personagens). Mas a Mãe está morta. Se ela é um fantasma ou o quê, é uma boa pergunta: o que somos é apresentado em determinado momento, mas ainda assim fica uma certa incerteza.

Enfim. O que dizemos ou não para Rosa influencia em como ela verá e reagirá ao mundo e no final. Quando não influenciamos na escolha e lemos o que a Mãe fala, é bem... Heartbreaking. A Mãe é bem cruel com as palavras às vezes, e tendemos a detestar o personagem que encarnamos enquanto não descobrimos a verdade. (eu passei a pelo menos entender quando a verdade veio à tona)

O jogo gira em torno de descobrir a verdade sobre Guilleume e o que aconteceu de fato com a melhor amiga de Rosa, Catherine. Que era noiva do tal Guilleume antes de morrer. Temos algumas cenas e sugestões de cenas realmente pesadas, envolvendo Catherine e Guilleume (muitas eu ainda não descobri. Tenho de rejogar fazendo escolhas diferentes, pra também alcançar outros finais), entre outras. (sério, tem muita arte pra eu descobrir ainda. Mesmo um capítulo: as escolhas que fiz me fizeram não passar pelo capítulo 7). Algumas cenas puxam até mesmo pra horror psicológico pela forma como são descritas... Não acontecimentos em si, mas o ambiente: em determinado momento, entramos no quarto do Guilleume atrás de informação... E pqp, eu queria fechar o jogo pela forma como descreveram a atmosfera e sensações da Rosa.

E quando descobrimos o que exatamente aconteceu e quem o Guilleume é e porque a Mãe da Rosa a tratava como a tratava... Completamente diferente. Não vou contar o quê, mas me surpreendeu muito. Nunca tinha pensado pelo lado apresentado. Meu queixo foi no chão.

E a trilha sonora, especialmente nas cenas em que a Catherine toca piano, é muito linda S2

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