24 outubro 2016

Música: Phantasma - The Deviant Hearts

Fonte

Heeeei, seguidores lindos do blog!

Depois da minha surtada com o álbum "Codex Atlanticus" do Serenity aqui no blog, decidi criar essa "série" de postagens falando sobre outros álbuns de músicas que são incríveis em minha humilde opinião, ou trilhas sonoras de games e afins. Também vai ter uma série mais específica chamada "Músicas Destruidoras" onde vou chorar as pitangas sobre essa ou aquela música.

"E as resenhas dos livros?" Em passo de tartaruga, mas vão saindo. Aos pouquinhos. Do jeito que estou atualmente, provavelmente vou conseguir postar duas vezes por semana no blog, se eu vencer a procrastinação :)

Mas enfim.

Vamos lá que é hora de falar sobre Phantasma! \o/

Primeiro: Phantasma é uma cooperativa, por assim se dizer, entre o vocalista do Serenity (amo a voz desse cara S2), a vocalista do Delain (outra de voz linda) e o vocalista da Everon (que eu ainda não ouvi, mas vou definitivamente ouvir depois dessa). Entretanto, outros são convidados para participar de outras músicas. O resultado, o álbum "The Deviant Hearts" (Os Corações Desviantes ou Os Corações Depravados), é uma das melhores coisas que já ouvi.

Claro, tendo a mão de um dos integrantes do Serenity em "Phantasma", só podia sair coisa boa. To pra ouvir música do Serenity que eu ache ruim :P

O álbum é variado em termos de "força", por assim se dizer. Os elementos sinfônicos e melódicos são fortes, entretanto de formas diferentes: em vozes e instrumentos e notas e letras mais suaves e delicadas de certa forma, como Incomplete e Runaway Grey, ou mais fortes e insistentes e intensas como Enter Dreamscape e Miserable Me, e às vezes até misturam esses elementos. Todas possuem um certo tom melancólico, na letra ou na melodia, que combinam muito e, decerta forma, contam uma história (aliás, pelo que pesquisei, aparentemente existe realmente uma história ligada ao álbum, tipo uma novela, escrita aparentemente pela vocalista do Delain, entretanto não a encontrei nem li para falar mais. Posso ter invertido qual o vocalista responsável por tal história).

Diferentemente de com "Codex Atlanticus", com "The Deviant Hearts" eu vou falar das músicas que mais me marcaram (embora sejam todas realmente muito boas e lindas).

Vou começar com a que inspirou/ajudou um conto: Miserable Me. Essa música que me fala sobre o oceano e o mar com uma poesia incrível e melodia tão incrível quando. Os instrumentos e as vozes combinam perfeitamente e guiam quem escuta a música de uma forma difícil de descrever. O "conto" é esse aqui, cujos títulos das partes são dados totalmente pela tradução da música (era pra ter uma nota sobre isso no final, mas esqueci e ainda estou com preguiça de arrumar... xD).


History misunderstood this deity
Miserable me!
Oh why is the deep dark-shored sea
The only friend to me?

"História entendeu errado esta deidade
Miserável eu sou!
Oh porque o profundo e escuro mar é
O meu único amigo?"

Incomplete, a primeira canção do álbum, tem uma delicadeza e uma poesia na letra e na melodia quase que apenas voz e piano que dá vontade de chorar. Assim como trás uma certa verdade em sua letra de como as pessoas simplesmente passam pela vida, sem sequer pensar em perseguir sonhos e afins e tentam arrastar os demais nisso, mas ao mesmo tempo fala sobre aproveitar e enxergar de fato o que você já tem. É simplesmente linda.

You can spend your whole life
Trying to recall
Or enjoy the sound you've known
Or the words and the melodies
Don't they taste sweet
Why would you go and chase bigger dreams?

"Você pode gastar toda a sua vida
Tentando lembrar
Ou aproveitar o som que você conhece
Ou as palavras e as melodias
Elas não parecem doces?
Por quê você partiria e perseguiria sonhos maiores?"

A última música que vou mencionar (embora no total tenha 13 canções o álbum) é The Lotus and the Willow. O Lótus e o Salgueiro (o Salgueiro também é conhecido como "chorão" no Brasil). A melodia é melancólica no tom certo para acompanhar a letra que fala sobre choro e união. A impressão que tenho, quando ouço a música e vejo a letra, é que "willow" é um leve trocadilho com "widow", que significa "viúva(o)". A forma como a canção fala "Like the willow I weep" ("Como o salgueiro eu choro") logo após falar sobre amantes que se separam me faz pensar nisso; a canção, nesse caso, não se referiria apenas ao fato de que o formato dos salgueiros faz parecer que os tais choram. Se estou correta ou não, é outra história. Independente dessa interpretação, a canção é, num todo, muito linda e o ritmo dos instrumentos realmente evoca a sensação de choro, quase uma espécie de luto.


Like the lotus and the willow
At the river by the meadow
Come the fall she will sleep
And the willow it weeps
And like all the star-crossed lovers
Say goodbye to one another
Like the willow I weep

"Como o lótus e o salgueiro
Ao lado do rio no prado
Vem o outono, ela adormecerá
E o salgueiro chora
E como todos os amantes sem-sorte
Dizem adeus um ao outro
Como o salgueiro eu choro"

Vou parar de falar pelas músicas por aqui. Como eu disse antes, o álbum é cheio de músicas lindas e, se eu continuar falando, capaz de derreter de tanto chorar, porque uma hora não vou dar conta de segurar ç_ç

PS: A capa do álbum é linda demais. S2



Fonte das letras: http://www.darklyrics.com/lyrics/phantasma8136/thedevianthearts.html#1
Informações sobre origem do Phantasma: http://www.blabbermouth.net/news/delain-serenity-everon-members-join-forces-for-phantasmas-the-deviant-hearts-album/