13 dezembro 2012

Resenha: Asas



Por um momento, Laurel ficou hipnotizada, olhando com olhos arregalados para aquelas coisas pálidas. Eram assustadoramente belas – quase belas demais para serem descritas.
Laurel virou-se novamente de frente para o espelho, os olhos fixos nas pétalas flutuantes que pairavam ao lado de sua cabeça. Quase se pareciam a asas.

Editora: Bertrand Brasil
Autora: Aprilynne Pike
Páginas: 294


A forma como a autora apresentou o livro foi muito, muito envolvente. Não a narrativa em si. A narrativa é boa, bem-feita, mas, faltou algo... Não sei dizer o que, mas faltou. Mas a história em si é envolvente.

Aprilynne teve uma ideia original e coerente para “explicar” Fadas e Elfos (embora eu, particularmente, os considere seres de raças diferentes... Mesmo porque possuem origens diferentes: Fadas são celtas/irlandesas, Elfos são nórdicos/escandinavos/germânicos), e ficou bem aproveitada.

Laurel é uma personagem que simplesmente é... Ela não é sem sal, não é idiota, não é perfeita. Pode até ser maravilhosamente linda, mas só. Tem defeitos e qualidades e comete erros. Como qualquer um.

Tamani é intenso e quero ele pra mim. Ponto. Nada mais à declarar.

Laurel olhou para cima e se deparou com olhos verde-escuros quase vibrantes demais para serem de verdade. O rosto de um rapaz se voltou curiosamente para ela, esparramada no chão abaixo.
Ele estendeu a mão.
- Eu realmente sino muito. Nós... Eu fiz um pouco de barulho. Pensei que você tivesse me ouvido. – e sorriu timidamente. – Acho que estava enganado. – Seu rosto parecia uma pintura clássica: maçãs do rosto claramente definidas sob a pele macia e bronzeada, que parecia combinar mais com uma praia do que com uma floresta gelada e coberta de musgo. Seu cabelo era grosso e negro, combinando com as sobrancelhas e cílios que emolduravam os olhos atentos. O cabelo era um tanto comprido e parecia molhado – como se ele não houvesse se abrigado da chuva que tinha caído – e, de alguma forma, ele havia conseguido tingir apenas as raízes, no mesmo tom vibrante de verde de seus olhos. Tinha um sorriso tão suave e gentil que fez Laurel prender a respiração. Ela demorou alguns segundos para recuperar a voz. (Pág. 81/82)

Eu já falei que verde é uma das minhas cores favoritas? xD (Syba dá um olhar de aviso para Tenshi)

David é uma graça, lindo, fofo e tals, mas ele também é nerd. E, sei lá, ele é bonitinho e extrovertido demais pra um nerd. Acho que a autora foi um pouquinho infeliz nisso, mas é minha opinião particular influenciada pela minha vivência, sendo uma nerd... xD Ele devia ser um pouquinho menos popular, um pouquinho menos extrovertido, e talvez um bocado viciado em jogos.

O final, acho, ficou um tanto corrido, tipo, mostrando o vilão e tals. Mas não ficou sem noção nem foi apresentado de forma repentina. Ao longo do livro temos mostras de que tem um vilão, através das sensações de Laurel e das falas de Tamani, sobre a mãe dela não vender as terras. Só acho, particularmente, que Laurel demorou muito para agir sobre não vender de fato as terras. Mas, ainda assim, ficou interessante as poucas partes de ação, mesmo porque foi nelas que vimos que Laurel realmente é forte e vai fazer o que for preciso para proteger seus pais, David, Tamani e... Não vou contar. xD

O ponto negativo, que me fez torcer o nariz, foi o triângulo amoroso. Mas, como gosto de Fadas e Elfos, bola pra frente.

Laurel não terminando com o David, tá ótimo pra mim. Não que eu não goste dele. Mas... Sei lá... Só acho que realmente não tem como dar certo pra eles. Só acho que eles ficam melhores somente como melhores amigos... Mas ele e Laurel, terminando juntos... Não consigo ver isso. Principalmente porque, pelo que percebi, Fadas vivem mais que humanos. Ele ia morrer e ela continuar aí. E como estamos falando de uma condição biológica, sem relação com magia, não dá pra fazer nada (diferente de Crepúsculo).

Além disso, os livros ultimamente mostram quase obrigatoriamente que melhores amigos viram namorados, ou que a mocinha vai ficar dividida entre o melhor amigo/amigo de infância (Bella e Jacob) e um cara que acabou de conhecer (Bella e Edward). É chato isso, quase como se decretasse que não é possível existir uma amizade “perfeita” entre homem e mulher. E discordo disso. Ou, quando tem melhor amigo homem, ele é gay (Zoey e acho que é David, não lembro... xD)

Mas enfim, veremos o que Aprilynne preparou em Encantos e nos outros livros...

E usei Crepúsculo para exemplificar a parte sobre romance porque li uma resenha com essa comparação, e realmente, ela bate muito com Asas aqui. E o outro exemplo, sobre amigo gay, é de House of Night (tenho de ler o 9º...). Eu mesma admito que Teorias quase segue esse padrão: (se não leu até o capítulo atual, não leia isso.) Stacy agora namora Rashne, mas tem/tinha uma queda por Sammuel, que agora é melhor amigo dela, e tem o Eshe, o amigo-feliz-demais que, se não tivesse começado a namorar a Thaíze, graves suspeitas sobre ser homossexual teriam recaído sobre ele. Não que ele não pudesse ser, mas, ele não é. É só feliz demais... u.u

Syba Manda Beijos!