19 setembro 2013

Resenha: A Lenda de Högni - O Cinturão de Adhara




Editora: Novo Século – Novos Talentos da Literatura Brasileira

Autor: W. Donadon
Páginas: 302

“Henri sentia o ar se esgotando e a água entrando em seu pulmão, queimando a garganta. Logo sua visão voltou a embaçar. Sentiu seu corpo afundando aos poucos, sua consciência foi desaparecendo.” Pg. 43

A Lenda de Högni conta a primeira parte da aventura de Henri/Högni, se passando ao lado dos deuses gregos.

Bem. Nas primeiras cinquenta páginas, os que já sofreram ou sofrem da friendzone (tipo eu) já se sentem ligados ao personagem. “Ele passou pelo mesmo que eu... Cara... Eu te entendo. Quer um ombro pra chorar?” O pensamento foi mais ou menos esse na cena. Acho que é só por causa dessa cena que eu olho pra Beatriz e penso “Caramba, não gosto dela...”, apesar de tudo.

E então... Henri morre. Ainda nas primeiras cinquenta páginas.

E aí a gente fica com cara de tacho e pensando “Pqp, a sinopse é uma mentira e Henri não é o principal e agora o que faço?”. Mas calma, não dura muito essa sensação.

Héstia (a grande, fofa, linda, maravilhosa... Syba: Fãgirl. Gabi: Sou mesmo) estava preparada, e nas Ilhas de Gaia, resgata a alma de Henri do rio Estige e Aqueronte na ilha pertencente à Hades, e o leva para sua própria ilha antes que os guardas do deus dos mortos encontre-os.

À partir daí, Henri conhece Hefesto, elfos, centauros, entre outros, que habitam as Ilhas de Gaia...
“- Isso. Antigamente haviam muitas espécies em seu mundo, mas o homem começou a caçá-las e tivemos que trazer a pequena quantia restante para cá, protegê-las. Espécies como harpias, quimeras, górgonas...
- Monstros – disse o garoto.
- Tenho que concordar que estes são, mas também trouxemos algumas fênix, alguns unicórnios, que apesar de não serem de origem grega estavam em extinção... – animou-se ela.” Pg. 54

... e que está destinado à salvar as Ilhas de Gaia...

“ – [...] Disseram que um humano de linhagem divina seguia para a morte em breve e que eu deveria salvá-lo. Falaram-me onde e quando te encontrar. Você está destinado a nos salvar!
- Salvar este mundo inteiro? Eu mal consigo me defender dos caras da escola! Como vou salvar esta... dimensão?” Pg. 55

... e que além da dimensão de onde ele veio, existem mais três: a onde ele está, as Ilhas de Gaia, e as outras duas, uma onde os deuses Egípcios vivem, e outra onde os deuses Nórdicos habitam. Além de, à certa altura, mudar seu nome para Högni, enquanto treina para salvar as Ilhas de Gaia com uma arma feita por Hefesto e deve impedir que o Cinturão de Adhara, que contêm a essência dessa titânide, seja usado.
A história é excelente, com Adhara, a vilã, à altura.

Sim, a filha da mãe consegue se manifestar, e a forma como ela se manifesta me fez ter vontade de matar o Willian, apesar de tudo.

As lutas contra Adhara, a descoberta desse mundo, tudo, é encantador e nos faz quase acreditar que as Ilhas realmente existem ao nosso redor, com seus deuses, elfos, centauros, faunos e todo o mais.
Não posso e não vou contar como terminar.

Mas digo que o que acontece permite a continuação, e nos deixa ansioso pela dita cuja, que leva Högni à viajar pelas outras dimensões, o epílogo encerrando com ele no que só pode ser a dimensão Egípcia. Sinceramente, eu tenho vontade de invadir a casa do Willian, só pra encontrar o arquivo do segundo livro e lê-lo, pra saber logo o que acontece.

A capa casa bem com a história, devido à capa vermelha usada pela pessoa presente, o mesmo tom que imagino para a capa que Högni ganha de Héstia, embora eu acredite que podia mostrar melhor a arma – sinceramente, eu não tinha ideia de como a bendita era até ver as ilustrações da linda da Celtic Botan.
A diagramação também ficou muito boa, embora a Novo Século pudesse ter feito uma revisão melhor. Alguns pontos meio confusos e falta ou excesso de pontuação.

Apesar disso, as cenas do livro tem o tamanho certo para nos fazer mergulhar na história e explicar o que deve ser explicado, sem se estender e dar aquela sensação de “cena inútil/longa demais” que alguns livros trazem. Tudo tem um motivo de ser, e mesmo o que não tem motivo no primeiro livro, com certeza tem um motivo nos próximos.

Enfim...

Comprem e leiam, porque eu quero que o Willian lance logo o segundo livro!


Segue a ilustração da Celtic Botan que me iluminou sobre a aparência da arma do Högni... Especificamente, Högni e Adhara.

Conheça mais da obra da Celtic Botan aqui!

Classificação final: