16 julho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: Fraqueza em Seus Olhos

“I've been needin' a hand
For too long
I've been needin' a friend
I'm not strong
Will you give the strength?”

“Eu venho precisando de uma mão
Há tanto tempo
Eu venho precisando de um amigo
Eu não sou forte
Você dará a força?”

(Weakness in Your Eyes — Elysion)

Era o terceiro dia de caminhada no Caminho Aberto através da Cordilheira do Vento. Ou seja, se não houvessem problemas na estrada, chegariam em Suzri, a cidade-sentinela no lado Leste da passagem, em dois dias.

Sigried vigiava as costas de Asa, alguns passos à frente e entornando o que, pelas suas contas, era a terceira garrafa de vinho do dia. A única coisa que impedia um torcer de desgosto de sua boca era o som murmurante do rio Espelho a alguns passos de distância ao norte, a margem da estrada entrando num declive suave em suas águas, correndo veloz em direção à Vulna, a cidade-sentinela no lado Oeste da passagem. Era um som tranquilizante, que penetrava em seu cérebro quase como uma droga.

03 julho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: A Crente

A Crente

“I want you to stay
I want you to believe
I want you to win the battles that are given to you
Don't you want to stay?”

“Eu quero que você fique
Eu quero que você acredite
Eu quero que você vença todas as batalhas impostas a você
Você não quer ficar?”

(The Believer — 30 Seconds to Mars)

A Estalajadeira andava habilmente por entre as mesas redondas e cheias, equilibrando duas bandejas com garrafas e canecas cheias de bebidas variadas, outras duas bandejas flutuando acima de sua cabeça. Ria junto dos hóspedes e frequentadores costumeiros da letra divertida e levemente obscena que dois menestréis dedilhavam no violão e no violino Arcrisiano. Tocavam bem, mas não com a maestria de um Musicista formado na Universidade de Música de Arcris, capazes de trazer lágrimas aos olhos quando tocavam mesmo com as músicas mais alegres.

20 junho 2017

Caco de Vidro 1 - Terra de Vidro: À Qualquer Momento

“And you keep saying
That you don't want to live like this
But then you go on like you always do
And when I listen to all the foolish things you say
I just feel the need to walk away”

“E você continua dizendo
Que você não quer viver assim
Mas então você continua como você sempre faz
E quando eu ouço todas as coisas tolas que você diz
Eu apenas sinto a necessidade de me afastar”

(Whenever — Nemesea)

Empurrou a porta de madeira da estalagem, pisando na pedra cinza-grafite que revestia o chão. O metal do salto das botas ressoou a cada passo, atraindo a atenção dos outros frequentadores, o som de conversas e de canecas batendo na madeira diminuindo gradativamente até parar.