11 novembro 2016

Jogos: Praga, Imperatrizes e o Outsider

A estrela do dia na "coluna" de Jogos é "Dishonored". A data escolhida é hoje, dia 11 de Novembro, porque, bem... HOJE SAI DISHONORED 2!!!! *Fogo de artifício*

Mas então... Vamos lá, descobrir sobre o que é Dishonored e porque é um dos jogos na minha lista de "rejogar sempre que possível" junto de Mass Effect, Dragon Age, Age of Mythology e Kult: Reinos Hereges? :) Aviso que não vou incluir as DLCs na discussão: estou jogando-as apenas agora... Por pura preguiça xD

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O Universo

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Lá vamos nós, explicar um pouquinho do universo apresentado em "Dishonored".

É um universo... Bem, eu estava prestes a classificar como "Steampunk", mas isso está errado, embora a estética geral lembre muito. Mas a tecnologia apresentada não é à vapor, como o termo Steampunk dá a entender. É à óleo, mas não diesel ou gasolina (Dieselpunk). É a óleo de baleia. Toda a tecnologia apresentada em Dishonored, e que inclui uma espécie de eletricidade, é a base de óleo de baleia. Ao menos em Dunwall, onde a história se passa.

Mas por que óleo de baleia? Boa pergunta. Em parte por causa do histórico religioso apresentado, eu diria.

Esse carinha aqui do lado, da fanart, é o Outsider (Algo como "Estrangeiro" em português), uma espécie de deus no universo de Dishonored de onde vem o poder do personagem principal, Corvo Attano, e de outros. Ele é adorado como um deus por algumas pessoas, e seus altares (escondidos) normalmente possuem um osso de baleia esculpido numa runa; os chamados Overseers perseguem os adoradores do Outsider e usam equipamentos que impedem que aqueles que tem poderes os utilizem. Embora no período que o jogo se passe o culto a ele não é visto como algo bom (altas tretas entre os jogadores quanto a se o Outsider representa Deus, Diabo ou o arquétipo do Coringa, tipo Loki), essa questão das baleias serem importantes em seu culto e o óleo feito a partir delas utilizado para energizar a tecnologia presente me faz pensar se não existiu uma ligação entre um e outro no passado. É algo que sou muito curiosa para descobrir, por que a base da tecnologia em Dunwall é o óleo de baleia, e não alguma outra coisa.

Mas chega de falar das minhas impressões sobre isso.

Quando o jogo se passa, Dunwall está passando por uma situação bem complicada. Uma praga que transforma os doentes em pessoas... Meio loucas. Quase zumbis, atacando tudo e todos. Quem transmite a praga? Os ratos. Aliás: cuidado com acumulações de ratos em Dunwall. Eles são carnívoros vorazes, e ainda no começo do jogo vemos eles devorarem dois homens até restar nada, sequer ossos. Além disso, a cidade, por causa da morte da Imperatriz Jessamine e do desaparecimento de sua filha Emily, está passando por uma espécie de lei marcial que complica tudo.

É um cenário sujo, e extremamente interessante e que dá gosto explorar. Mas, bem... Bethesda sempre faz cenários interessantes e que dá gosto explorar xD


A História
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Dishonored começa com Corvo Attano, guarda-costas da Imperatriz Jessamine (a pessoa da foto ao lado), voltando para Dunwall depois de uma viagem em busca de auxílio para o problema da praga. Logo após essa chegada, Corvo recebe as boas vindas de Emily, a filha da Imperatriz. Uma menininha mega-fofa.

Então, minutos depois, enquanto Corvo e Emily se reúnem com Jessamine para que ele entregue a resposta - negativa - ao pedido de ajuda... Eles são atacados. Jessamine acaba morta, Emily sequestrada e Corvo, acusado de traição e acusado da morte da Imperatriz.

Seis meses depois, alguém providencia que Corvo consiga fugir da prisão um dia antes de sua execução, e à partir daí Corvo se dedica a missão de descobrir e eliminar os responsáveis pela morte de Jessamine e resgatar Emily.

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Jogo vem, jogo vai, eliminamos através da morte ou por meios não-letais (descobertos durante cada missão) os responsáveis ou pessoas ligadas a esses, recebemos a marca do Outsider e alguns poderes bem legais, e afinal conseguimos encontrar e resgatar Emily. E o reencontro entre eles é uma cena linda! Durante todo o jogo, especialmente se seguimos o rumo com menos caos (menos morte), vemos como Emily considera Corvo como um pai. E, embora existam rumores mas não seja confirmado no jogo, Corvo é de fato pai dela. Ao menos lembro de ter lido que a Bethesda confirmou isso. Enfim. Corvo leva Emily com ele para a base dos responsáveis por sua fuga, e continua em sua missão de acabar com os responsáveis pela morte de Jessamine; "por acaso", estes são os responsáveis pela morte da Imperatriz: eles contrataram alguém para matá-la, tomaram o poder e esconderam Emily. Altas tretas, altas tretas. E nem vou falar da possibilidade de ficar cara a cara com quem realmente matou Jessamine, alguém que também tem a marca do Outsider.

Outras coisas acontecem, claro, muitas coisas; a história do jogo, em minha opinião, é incrível. É um roteiro muito bom, e eu realmente gostei de, apesar de não termos muitas escolhas em termos de "como responder a determinadas situações e afins", como um Fallout ou Elder Scrolls da vida, podemos influenciar como o mundo se desenrola ao sair matando adoidado ou evitar matar ao máximo. É uma forma interessante de influenciar o mundo ao redor.

Juntando o roteiro do jogo com o universo apresentado, Dishonored é provavelmente um dos melhores jogos que a Bethesda já fez; sim, Fallout e Elder Scrolls são séries muito boas que apresentam mundos gigantesco cheios de personagens a serem descobertos, mas acho que a questão da interação do personagem que você joga com os npcs meio "travada", meio falha nesses, mais complicada de ver um real envolvimento. Melhorou muito em Fallout 4 quando comparado aos jogos mais antigos dessas séries, mas Dishonored, pelo menos pra mim, trás isso melhor: é fácil ver como Emily ama o Corvo, é fácil encontrar desprezo ou admiração ou respeito ou qualquer outra coisa assim para com Corvo ao interagir com outros personagens, mesmo que sejam poucas as vezes que Corvo interage com alguém. Inclusive queria que Dishonored fosse maior. xD

Encerro essa postagem apenas falando que MAL POSSO ESPERAR PRA JOGAR DISHONORED 2!

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