06 setembro 2016

O Incrível Mundo das Visual Novel! - Parte 3

Finalmente a parte 3 da série :P Se der tudo certo e eu me mantiver fiel ao calendário que fiz, todo mês saí uma postagem nova da série.

E lá vamos nós... :v

A2 - A Due
Fonte (Hao e Sona S2)


A2 é bem normal no quesito de não ser distopia, não ser fantasia, sci-fi nem nada assim, considerando que eu normalmente só fico feliz se for algo com algum desses elementos. A história basicamente segue o(s) 1(2) mês(es) em que Sona e Hao treinam uma orquestra sinfônica para uma apresentação. Sona é uma rockeira punk que foi treinada pelo pai, um famoso maestro de origem chinesa, para seguir os passos dele... Só que ela não foi por aí não. Hao, um chinês, foi outro aprendiz de seu pai, um gênio maestro jovem. E rígido. Muito, muito rígido. Esses carinhas da imagem ao lado (que não é ingame, mas uma fanart que achei no google e que combina perfeitamente. O traço do game é mais simples)

A visual novel aborda esse período, contando a história deles do ponto de vista da Sona, a quem podemos controlar as ações em determinados pontos da história. E vou te contar... Que história! S2 É muito bom ver como eles lentamente passam a construir uma relação, fazendo o possível para se entenderem uma vez que Hao não sabe inglês e Sona não sabe chinês. Com o tempo, eles passam a usar termos da música, que ambos conhecem, para ajudar na compreensão. É linda ver a evolução do relacionamento e como Sona passa a se preocupar com a orquestra de fato. E, caso siga a rota do romance, e não da amizade, o final é impagável e emocionante S2

E a trilha sonora, claro. É uma das poucas visual novel que não desliguei o áudio... E só digo: ouçam "We are Legend", piano version. A música foi composta por um fã de Crepúsculo e também é chamada de "Bella's Lullaby", se lembro direito. Mas é linda. No ritmo e na letra.

A2 para sempre estará no meu coração S2 Aliás: tem bastante fanart do jogo no google S2




Princess Nightmare
Fonte (Inukai e Little dançando pq sim. S2)

Primeiro de tudo: ultraje PS2 ter uma versão especial em que até uma rota com determinado personagem tem outro final e UM MONTE de imagens lindas das rotas, especialmente da rota com o Inukai ç.ç (Lobisomens S2). E até gente que no PC não é opção pra personagem vira opção na versão de PS2. Sério. É o mesmo jogo, em quesito título, mas com conteúdo diferente. Quem aguenta?  Como não tenho um PS2, agradeço se alguém achar para baixar Princess Nightmare para PS2 para eu usar no emulador.  Você terá minha gratidão eterna e... E... Sei lá... Virá personagem de livro? Ganha uma ilustração TOP DE GRAÇA?! (Syba: Olha o desespero... ê.e)

Mas enfim. Cada uma das rotas tem seu toque pessoal, sua emoção. Veja só, até um fantasma nós temos! E Van Helsing! E Franken, que é tipo Frankenstein! (o que tem até outro final) Mas calma, vamos lá.

A personagem principal é Little Dracul, a vampira que controlamos. É tratada como filha por Drácula, entretanto não foi ele quem a transformou, mas sim o "irmão" de Little, Radu, que foi transformado por Drácula. Quando a família se muda para o Japão, fugindo dos caçadores de vampiros, Little decide... Estudar numa escola humana. E à partir disso que as escolhas de Little se ramificam e dão origem às diversas rotas. A rota do rapaz humano é a que explica o motivo do título, Princess Nightmare, sendo uma das mais tretosas que tem. Apesar que a rota do Frankenstein e a do Inukai também são bem tretosas... Mas enfim.

O enredo do jogo é bem interessante, bem desenvolvido. As CGs são lindas, embora eu ache os personagens meio que compridões demais... n.n' É uma visual novel bem divertida em certos momentos por causa da personalidade da Little, mas em outros momentos assume ou tenta assumir um tom mais dark.



Princess of Ruin
Fonte (Os personagens. Minha rota favorita? Difícil escolher...
Acho que a do de vermelho. *Cérebro de Dory ataca novamente*)

O jogo começa basicamente com a personagem principal (com nome alterável), é "acordada" de um círculo de feitiço por uma pessoa, sem memória além do nome, (o pálido de branco da imagem do lado que eu esqueci o nome :v) e acorda outras duas pessoas, o de cabelo roxo e o usando vermelho. Os outros três a gente conhece mais pra frente do jogo.

No total são 6 caras, cada um deles com o caminho luminoso e o caminho escuro, cada caminho com dois finais. E cada um dos 6, embora tenham um começo comum, seguem rumos quase completamente diferentes: cada um dos 6 é, ao mesmo tempo, outro lado de uma mesma moeda comparado a outro dos personagens, compartilham elementos similares; suas rotas caminham lado a lado em alguns acontecimentos, mas com conclusões diferentes, com rumos gerais diferentes. Se me lembro corretamente, esses "paralelos" são Cabelo Roxo/Cabelo Vermelho; Loiro/Cabelo Branco, e Cabelo Preto/Cara de Vermelho.

Na rota de apenas dois deles nós descobrimos a razão do título, "Princess of Ruin", que, surpresa surpresa, não se refere à personagem principal que controlamos. É necessário fazer as rotas de todos os caras para entender o universo, o que aconteceu alguns anos antes, o que aconteceu realmente com a personagem principal e com todos os demais personagens. Você não experimenta o jogo em sua totalidade até fazer todas as possibilidade e alcançar todos os finais - e, admito, ainda não fiz o caminho escuro de nenhum. Tenho medo do que vou encontrar.

O desenho é bem simples, mas as CGs são agradáveis. E o enredo definitivamente compensa por qualquer CG simplificada. É um universo rico, e cada vez que a gente descobre uma nova peça de sua história e entende seus acontecimento, mais interessante ele se torna. Aquele tipo de universo que merecia virar livro e afins.



Witch Knight
Fonte

É complicado falar de Witch Knight decentemente, especialmente porque não me lembro mais de alguns detalhes. (Incluindo nomes. O Cérebro de Dory ama atacar)

Witch Knight conta e acompanha a saga de uma Amazona (Knight) para ter um desejo cumprido por uma determinada deusa. Para isso, deve realizar um determinado número de tarefas para tal deusa. Durante essa saga, ela tem a ajuda de um rapaz alado, uma criança na visão da Amazona, que é uma criação da deusa. É especialmente com ele que temos decisões: podemos ser gentis com ele, ou não. Podemos defendê-lo diante das outras criações que aplicam o teste, ou não.

Ao longo dessas tarefas, o relacionamento entre os dois se desenvolve - eu recomendo amizade - e o passado da Amazona é revelado: ela perdeu alguém importante. Uma Bruxa (Witch) na cidade onde ela vivia, com quem ela desenvolveu um relacionamento amoroso. Mas por causa de uma praga originada no envenenamento da água, se lembro corretamente, a Bruxa foi acusada culpada e queimada na fogueira; a Amazona tentou salvá-la, mas a própria Bruxa a nocauteou para que ela não se envolvesse, protegendo-a dos demais. É tocante seguir o desenvolvimento da história. Ao final, quando as tarefas são cumpridas, é revelado o que a Amazona deseja e... Certo detalhe da história que ela nunca mencionara. E a definição quanto ao que acontecerá com o menino criação da deusa.

É muito bom ver o desenvolvimento do relacionamento da Amazona e do menino, ver a história de seu passado se desenrolar. A arte é incrível, e eu particularmente considero Witch Knight uma obra prima das visual novel, por mais que seja, de certa forma, simples em seu enredo, mas a forma do roteiro ao retratar amor e carinho faz com que ele não pareça tão simples assim.