23 abril 2016

Cães de Caça

Personagens

Espécies


Prequel 1: Casa de Correntes


Me chamam na galáxia de Chapeuzinho Vermelho. Meu nome real não interessa.

Interessa que alguém me contratou para matar... Um cientista aí. Não lembro o nome do tal.

No laboratório escondido dele, encontrei Capuz Amarelo, a neta do Lenhador, o chefão no tráfico de armas, drogas e pessoas da galáxia. Não apenas vou receber uma bolada pela morte do cientista, como vou receber um bônus incrível pelo resgate de Capuz Amarelo.

Sabem quando foi a última vez que tive tanto dinheiro na minha conta? Exatamente, nunca.

Adquira na Amazon




Prequel 2: Cidadão Zero


Me chamam na galáxia de Chapeuzinho Vermelho. Meu nome real não interessa. 

Interessa que alguém matou Capuz Amarelo, a neta do líder no tráfico de armas, drogas e pessoas da galáxia, Lenhador. 

O idiota que fez isso tem, provavelmente, a maior quantidade de grana sendo oferecida por sua cabeça que qualquer Caçador de Recompensas que se preze já viu ou ouviu falar. 
E essa grana toda vai ser minha. Não estou na lista de "Caçadores de Recompensas Mais Temidos de Floresta Negra" à toa.




Cães de Caça

Lobo Mau.
Esse é o nome do meu... Arqui-inimigo acho que é um bom título.
Ok, não o NOME dele. É como a galáxia o conhece - a mesma galáxia que me conhece como Chapeuzinho Vermelho. Eu o conheço como Dan, que sem dúvida nenhuma também não é seu nome real.
O idiota é um dos assassinos e ladrões mais procurados da galáxia. O prêmio pela cabeça dele é um dos mais gordos que já se ouviu falar, desde quando ele matou a neta de Lenhador, poderoso chefão do tráfico de armas, drogas e pessoas da galáxia.
Comigo, a coisa já é mais pessoal. Perdi um braço e uma perna por culpa dele e, pior ainda, ele matou minha mentora como Caçadora de Recompensas, minha criadora, Vovó, outrora Fada Madrinha.
Cheguei perto de pegar o desgraçado. Bem perto. Não estou mais tão perto assim.
Não vejo a hora de Dr. Frankenstein me dar alta do hospital, para eu voltar a caça por Lobo Mau e, desde quando descobri que Vovó me adotou num orfanato, e não nas ruas como sempre disse, por respostas.

19 abril 2016

O Incrível Mundo das Visual Novel! - Parte 2

E lá vamos nós, para finalmente a segunda postagem da série "O Incrível Mundo das Visual Novel"!

Perdeu a primeira parte? Confira aqui!

Aloners


*suspirando alto pelo Trash*

Ahem. *voltando à realidade com uma voadora da Syba*

Então. Aloners é uma Visual Novel do tipo pós-guerra nuclear. Praticamente só você e o Trash o jogo inteiro. Vão aparecer alguns outros lá no final do game, mas o único realmente desenhado é o Trash - a protagonista é sem rosto: só temos certeza de que é mulher, o resto da aparência é um mistério. O que achei bem legal, ainda mais aliado à quantidade de escolhas diferentes que fazemos: é mais fácil se tornar você mesmo ao jogar.

E a história, descobrir quem você era, como chegou ali e todo o mais, é muito, muito boa. Recomendo um zilhão de vezes.


Long Live The Queen


Uma única coisa a dizer realmente: IMPOSSÍVEL SEM CHEAT!

Ou eu sou muito burra mesmo .-.'

Basicamente, você é a princesa herdeira e vai assumir o trono em um ano. Durante esse tempo, tu tem de aprender de tudo e mais um pouco e se virar pra tentar manter o reino em paz, passando nos testes das habilidades que tu faz aula.

Perdi a conta de quantas maneiras diferentes eu morri antes mesmo de ser coroada xD Quando me der na telha, vou tentar de novo com os cheats pras habilidades que eu descobri existirem quando tentava arrumar um bug de tradução xD


Nameless - The One Thing You Must Recall


Pensa em algo que te faz chorar que nem uma criança. Multiplica por cem.

Pronto. Você já sabe como vai ficar quanto terminar a rota do Red e descobrir os dois finais secretos em Nameless após desbloquear todos os finais bons: cara inchada, olho inchado, desidratado e fungando. E talvez uma dor de cabeça de brinde, se vocês forem como eu - chora muito e a cabeça dói em resposta.

Basicamente, a personagem coleciona bonecos que parecem humanos, e um dia acorda e eles viraram humanos, literalmente.

Mas vamos lá. O nome padrão da personagem é "Eri", mas você pode mudar. Ao começar o game, você primeiro escolhe o nome da(o) primeira(o) boneca(o) que a personagem teve, então o nome da personagem e então vai escolher as peças que vai tentar conquistar (você descobre o que elas são, exatamente, ao longo do game). Primeiro, só dá pra tentar 3, relacionadas aos personagens Lance, Yeonho e Yuri, que começam numa rota comum que depois se torna individual. E recomendo clicar em "New Game" toda vez que desbloquear um final bom de um deles e escolher as tais peças: mesmo na rota comum aparecem alguns diálogos novos. A rota do Tei ficou disponível assim que peguei o final bom de um deles, mas pelo que li quando cansei de pegar final ruim e fui atrás do que estava fazendo errado, é bom fazer o Lance, Yeonho e o Yuri antes de partir pro Tei. Assim que você termina a rota do Tei, chega a do Red, a mais heartbreaking de todas. Desde a rota do Tei, a personagem começa a ter problemas com as memórias, elas somem e tals, e na rota do Red isso alcança um nível tal que só Jesus na causa, além de começar a ser revelado o background por trás do motivo dos bonecos terem virado humanos. O choro é livre na rota dele, pura e simplesmente.

Uma vez que você tem os finais bons de todos, você conseguiu todos os pedaços... E quando clica em "New Game", tem um coração lá, onde você clica e pega o primeiro final secreto (não conto como pegar o segundo final secreto. Se jogarem e quiserem descobrir, me perguntem que falo, mas não vou contar aqui não senão perde a graça quanto aos finais secretos). Você não interage nos finais secretos, apenas assiste.

E tem o coração quebrado em um milhão de pedacinhos em cada um dos finais secretos. O choro não é nem livre direito, é infinito mesmo.

É um jogo muito bom. Pode parecer que o foco é apenas o romance, mas os finais secretos mostram que não. De fato, são finais bem tocantes. Aliás: todas as rotas, como um todo, mostrando pelo que os bonecos passavam e sentiam, mostram o nível de companheirismo e confiança que a personagem e o moço tem, são únicas e "ah, meu coração" (com o Yeonho e o Tei sendo bonecos usados com trauma do dono anterior, e Yuri, Lance e Red tendo seus problemas por causa de como foram idealizados pelos fabricantes... Toda vez que eu descobria a história pessoal de cada um eu sentia meu coração afundar). O melhor: Tei pode até agir meio estranho na rota dele, mas está LONGE de ser tão creepy quanto o Toma em Amnesia: Memories. xD

Recomendo para os masoquistas de plantão que sabem que vão chorar, que vão virar uma poça de lágrimas e ter os pedaços do coração espalhados... Mas ainda assim vão em frente xD


The Royal Trap

"The Royal Trap" foi um daqueles jogos que colocou um enorme sorriso no meu rosto.

Madeleine, a personagem que controlamos, é a Valete do Príncipe Oscar, de Ocendawyr. A sociedade do universo apresentado é de certa forma matriarcal - a linhagem dos reinos é passada através das filhas mulheres do rei e da rainha; quando essa princesa se casa e passa a governar, é chamada de Sabedoria, e são os príncipes que correm atrás delas para se tornarem Reis, e não o inverso. É um sistema interessante, que mostra que o Rei e a Sabedoria são parceiros, sem sobreporem o outro, quando afinal se casam e tals.

Oscar e Madeleine estão justamente em outro reino, para a festa de debutante da Princesa Cassidy de Gwellinor, e para Oscar tentar conseguir conquistar a dita princesa e ser escolhido por ela. Pra isso, ele tem de "vencer" seus concorrentes, Príncipe Nazagi de Asineth e Príncipe Gaston de Bardowen. E o irmão da Princesa Cassidy, Príncipe Callum (*corações nos olhos de Gabi*), também é um competidor no caso de outras princesas.

Mas é claro que a história não se foca apenas na competição, porque a Princesa Cassidy desaparece, e aí lá vai Madeleine tentar achá-la para transformar o seu Príncipe num herói e, assim, ele ser o escolhido, fazendo ou não alianças com os outros Príncipes (e possivelmente um romance da Madeleine com um dos Príncipes OU com uma das duas outras personagens femininas, além de Cassidy, que possuem certa importância).

Claro que nada vai tão suavemente assim e temos conspiradores que falam que a Princesa Cassidy não é a Princesa Cassidy. Ooooooh!

Altas tretas, gente. Altas tretas. Recomendo fortemente jogarem e descobrirem tudo sobre a história do jogo, que é realmente incrível!


Menção Honrosa: MetaHuman INC

Por que "menção honrosa"? Porque MetaHuman INC não é de fato Visual Novel, por não ter imagem alguma. A história inteirinha é apenas escrita (mas eu AMARIA ver uma HQ ou coisa assim do universo de MetaHuman INC), com você podendo escolher as ações do personagem.

Foi um achado que me agradou MUITO. Basicamente, o personagem, que você decide tudo (gênero, nome, background e até mesmo como deseja ser tratado), foi nomeado pelo antigo CEO da empresa MetaHuman INC para ser o próximo CEO, caso algo acontecesse com ele; no presente caso, ele desapareceu.

A história segue, com você desenvolvendo melhoramentos para humanos feitos com base tanto em magia como em tecnologia (incluindo aqui tecnologia alien :P), colocando alguns melhoramentos em você mesmo (e eles são uma verdadeira mão na roda em diversos momentos), podendo desenvolver romance com 3 personagens (uma mulher bi, um homem gay e um homem hétero)... E se envolvendo com viagens no tempo, ET's e seres mágicos.

E os ET's não são bonzinhos.

Não vou revelar como a história se desenvolve em detalhes, além do ponto de ser CEO e ter de aumentar os lucros da empresa e tals. É um jogo que realmente vale a pena descobrir sozinho. :)

15 abril 2016

Semana Especial "Daniella": Dia 5! - #SomosTodosDani e Sorteio

Ai ai, a semana acabou-se ç.ç 


Hoje, no último dia, conheceremos o movimento #SomosTodasDani e é dia de... Sorteio!!



Como você puderam perceber, o foco de As GRANDES Aventuras de Daniella é a autoestima e o amor próprio de uma personagem que não segue nenhum padrão. A Dani aprenderá, através de suas aventuras, que o importante é se amar do jeitinho que ela é. No entanto, sabemos que essa tarefa é extremamente complicada. O preconceito enraizado na sociedade e muitas vezes na nossa própria mente ainda é predominante. Por isso a autora L. L. Alves resolveu dar início ao movimento #SomosTodasDani.



A ideia é usar a hashtag ‪#‎SomosTodasDani e falar sobre autoestima e os padrões irreais que a sociedade quer nos enfiar goela abaixo. Ou seja, os preconceitos que sofremos por sermos "diferentes" do que é mostrado nas revistas e na televisão, aqueles estereótipos que nos tornam pessoas inseguras e ansiosas. É necessário falar sobre esse tema, discutir de verdade como essa ditadura da beleza nos faz mal. Afinal, quem nunca passou por isso? Quem nunca se sentiu excluído e diminuído por ser gordo ou alto "demais", baixo ou magro "demais"? (esses são apenas alguns exemplos).

Participe desta campanha e deixe o seu relato na página da autora (Escritora L. L. Alves). Quem tiver interesse em desabafar sobre como isso o incomoda e já o fez sofrer, envie seu texto sem medo, pois o testemunho pode ser anônimo.

SORTEIO DE MARCADORES



Para finalizar a Semana Daniella com chave de ouro, participe do sorteio de marcadores das obras da escritora L. L. Alves. É muito fácil: basta fazer login no formulário abaixo, deixar um e-mail válido para entrarmos em contato e curtir a página da autora no Facebook. As demais entradas são opcionais, mas garantem mais chances na hora do sorteio. Conheça os blogs que estão participando da semana e boa sorte! O sorteio ficará ativo por duas semanas, então aproveite.




Não deixem de comentar o que acharam da Semana!

Syba Manda Beijos!

14 abril 2016

Semana Especial "Daniella": Dia 4! - Sobre a Autora e Algumas Cositas Mais :P

Ai ai... A semana está acabando :/ Trágico...


Mas vamos lá!!! Hora de saber mais sobre a Lu e algumas curiosidades S2

13 abril 2016

Semana Especial "Daniella": Dia 3! - Playlist e Quotes

E a semana especial continua, meus lindos! Vamo que vamo!


Depois de conhecer um pouco mais sobre as personagens de As GRANDES Aventuras de Daniella, que tal descobrir quais músicas marcam os momentos divertidos e emocionantes da Dani? Algumas aparecem no livro, outras apenas transmitem a atmosfera da história. Clique nos nomes e leia as letras e traduções (quando necessárias). Se preferir, ouça as músicas disponíveis no Youtube para entrar no clima.

12 abril 2016

Semana Especial "Daniella": Dia 2! - Conhecendo as Personagens!

Simbora, cambada, que tem mais "Daniella" hoje!



Hoje conheceremos um pouco mais sobre as personagens deste chick-lit cheio de aventuras divertidas e inesperadas. Vamos lá?!

11 abril 2016

Semana Especial "Daniella": Dia 1! - Apresentação e conto gratuito!

Lembram que ano passado teve a semana "As GRANDES Aventuras de Daniella" aqui no blog, quando a Lu, parceira do blog, ia lançar o livro na Amazon? Bem, saquem só: a Lu fechou contrato com a Arwen e o livro já pode ser adquirido em pré-venda no site da Arwen! Vamos relembrar a Daniella e descobrir mais sobre os personagens e a autora?

1, 2, 3... LET'S GO!



Em parceria com a escritora L. L. Alves, autora da saga Instituição para Jovens Prodígios, do romance Mudanças e do new adult Sebo Fernandes, teremos posts especiais focados no chick-lit As GRANDES Aventuras de Daniella que está em pré-venda no site da Editora Arwen Será uma semana inteira dedicada a conhecer a protagonista gordinha e boca-suja Daniella Fagundes. Não perca nenhuma postagem!

11/04: Apresentação e conto gratuito
12/04: Conhecendo as personagens
13/04: Playlist e Quotes
14/04: Sobre a Autora / Curiosidades
15/04: #SomosTodasDani e Sorteio

09 abril 2016

Revendo "Jurassic World"...

... E pensando que as pessoas que que falam que o filme foi raso com roteiro precisam pesquisar mais sobre transgênicos e pensar mais sobre como somos apenas mais uma espécie dentre milhões que já pisaram na Terra.

Sério.

Ano passado, na época que o filme saiu, assisti no cinema, mega animada porque sou uma fã de Jurassic Park desde pivete, e era a semana do meu aniversário. Pô! Melhor coisa, impossível! Na época, vi tantos elogios, como pessoas falando que o roteiro era o básico, raso, apenas por conta de usar um dinossauro híbrido pra criar o caos, que apenas os dinossauros realmente valiam a pena. E é claro, pessoas falando que a jornada da Claire no quesito "descobrir a importância da família" ou coisa do tipo era clichê e enfraquecia a personagem (isso não vai ser o foco nessa postagem. Talvez futuramente eu aborde sobre como acho ridículo falar que esse tipo de descoberta diminui o personagem). Ou algo assim, não lembro os termos exatos.

Bem, vamos por partes. O post vai ser longo.

Ano passado, vendo o filme no cinema e mega animada, não parei pra pensar muito nesses argumentos, mas agora, reassistindo com calma o filme e após o último semestre de Biologia, onde fiz afinal as aulas de Biossegurança (culpem quem montou a grade do curso, só consegui pegar a matéria no último semestre por conta disso), percebo uma porrada de coisas, incluindo um aviso gigantesco contra os transgênicos, especialmente se o tal envolve espécies extintas.

Primeiro: não sou contra os transgênicos. Também não posso me falar uma pessoa muito a favor. Estou na linha do "tem de ter cuidado".

Mas ok. Vamos trabalhar com conceitos antes de tudo. O que é um transgênico?

Um transgênico é um animal, planta ou microorganismo que possui um gene de um outro animal, planta ou microorganismo adicionado ao seu DNA. Espero que lembrem das aulas de biologia sobre gene e DNA, porque se eu for explicar aqui, vai demorar mais ainda e vou dar nó na cabeça de vocês. Qualquer dúvida, pesquisem no Google :) Um exemplo de transgênico é a soja transgênica resistente a herbicidas a base de glifosato. Entretanto, se um gente do animal, planta ou microorganismo é apenas silenciado (desligado), então esse organismo não é considerado transgênico; um exemplo disso é o tomate longa-vida: o gene responsável por uma determinada enzima, que leva ao amadurecimento do tomate, foi desligado, o que leva ao tomate amadurecer mais lentamente.

Primeiro ponto sobre transgênicos: eles demoram para serem feitos. Não é fácil pegar o gene que você quer e inseri-lo num determinado organismo. O laboratório onde fiz estágio, entre outras coisas, descobre as funções de genes do fungo Paracoccidioides brasiliensis (um fungo felladamãe que se instala nos pulmões e que o tratamento não é garantido), e existem duas formas pra isso: silenciar um gene em específico, e ver o que acontece com o fungo, ou inserir esse gene numa bactéria, induzir a produção da proteína que esse gene codifica (não vou entrar em detalhes sobre isso porque é-um-inferno) e caracterizar a tal proteína. E uma porrada de coisas pode dar errado nesse processo todo, especialmente o antes, onde tu não tem certeza que a sequência que tu colocou na bactéria é realmente de um gene funcional, já que é um algoritmo computacional que prediz esses genes.

Isso tudo pra descobrir o que o gene faz. E depois que tu descobriu e achou o que você quer, pra inserir no organismo que você quer modificar, é outros quinhentos que também demora pra ter resultados.

Ok. Tu conseguiu inserir o gene, fazer o seu híbrido! IHA! Hora de provar para quem vai dar permissão da comercialização que o produto é seguro. Uma porrada de coisas devem ser testadas e provadas e entregues num relatório ao órgão responsável. No Brasil, o tal órgão não tem um laboratório para rodar seus próprios testes e verificar a veracidade das informações. Legal, não?

E é aqui que eu realmente quero fazer o meu ponto quanto à "Jurassic World". Não é na questão da segurança da jaula e etc (que, venhamos e convenhamos, o povo foi bem besta de entrar na jaula antes de chegar as coordenadas baseadas no localizador do bicho), mas sim na produção do Indominus rex. Quando se trabalha com híbridos, não importa de quê, não se pode ter essa história de "secreto" quanto a de quais organismos os genes inseridos vieram. Por quê? Porque não sabemos como os genes inseridos vão interagir com os genes pré-existentes. Uma porrada de genes produz muito mais que apenas uma proteína. Não sabemos sequer se foi apenas o gene que queríamos que foi inserido, mesmo que a gente faça todos os testes que servem para verificar isso. Tem um organismo transgênico comercializado, não lembro qual no momento, que testes realizados por um outro grupo encontraram genes que foram inseridos no organismo além do que alegavam, e que o produtor desse transgênico não tinha ideia de que estavam ali. A produção de transgênicos ainda não é uma ciência exata, e fica claro que no universo de Jurassic World também não é. Todos esses pontos convergem no Indominus rex: alguns genes inseridos tinham alguns determinados objetivos, como ajudar no crescimento ou a se adaptar ao clima tropical, e no final tiveram efeitos completamente inesperados.

E na questão dos efeitos inesperados, acrescento outra coisa: quando um transgênico é feito, entre os testes de segurança realizados (ou que deveriam ser realizados) está que, as diferenças entre o organismo natural e o transgênico podem ser frutos pura e simplesmente o que era intencionado. A planta só pode ter resistência ao herbicida A, que é o que o gene ocasiona. Se ela tiver só isso, beleza; se tiver mais diferenças, esquece, não é seguro.

Mas... Como que você vai verificar isso, quando o organismo está extinto, e mesmo os que você cria, não são exatamente como deveriam porque você já está usando DNA de outras espécies para preencher falhas? Como você tem certeza de que apenas a característica A ou B se alteraram? Não tem como, mesmo fazendo todos os testes para verificar os genes presentes, porque essas porcariazinhas interagem de maneiras inesperadas.

O laboratório do Jurassic World não é fiscalizado. Não presta contas a ninguém que não sejam os patrocinadores do parque e quem quiser usar os dinossauros como armas. Eles não precisam de um real controle de qualidade. E quando se trata do Indominus rex, eles não precisam realizar uma porrada de testes provando que apenas o que eles queriam se alterou, e nada além, para ganharem permissão para usarem o animal como atração.

Sou uma pessoa que acredita em livre mercado, porque a concorrência, querendo ou não, gera mudança (para pior ou para melhor), mas também sei que, especialmente com a ciência, se não houverem limites escritos e que são vigiados, a coisa entorna de uma forma que só Jesus na causa, porque a ganância da humanidade não tem fim. E foi preciso Hitler e as experiências com humanos ocorridas nos campos de concentração para isso ser finalmente notado no mundo da ciência. Obviamente a Segunda Guerra não foi a única razão, mas abriu os olhos; nos EUA, existiu uma experiência para verificar a evolução de uma determinada doença (não lembro agora qual, me desculpem; acho que era sífilis, mas realmente não tenho certeza); falaram para as pessoas que estavam dando vacinas a elas, mas na verdade não. Se lembro corretamente, estavam infectando-as sem o consentimento delas. Pesquisem sobre o Código de Nuremberg e a Declaração de Helsinque para compreenderem mais essa questão de experimentação humana e porque presos não são usados em experiências de medicamentos e todo o mais. (Digo isso com ênfase porque, num congresso que fui, numa das palestras sobre experimentos de medicamentos para Esclerose Lateral Amiotrófica ou ELA, algumas pessoas abordaram sobre como seria mais fácil assim)

A outra questão que eu queria abordar, ainda em relação a Jurassic World, não demanda tanta coisa a ser escrita. Eu espero.

O homem se acha no topo da "cadeia alimentar". Primeiro que "cadeia alimentar" está errado, o correto é "teia alimentar", porque todo mundo depende de todo mundo (e é por isso que não sou vegetariana: do meu ponto de vista, o problema não é comer carne, o problema é não respeitar o animal que fornece essa carne. Isso entra em questões sobre o abatimento que abordo em outra postagem, se existir a oportunidade). Segundo que nós somos apenas parte dessa teia, e quer queiramos, quer não, existem parasitas que podem levar à nossa morte (Oi, Trypanossoma cruzi), e quando morrermos (independente de como), serviremos de comida para uma porrada de microorganismos. Isso se não servimos de comida para algum outro formidável predador, como um tubarão branco ou um tigre.

E todos os remédios e armas e afins que desenvolvemos são a nossa forma de nos adaptarmos e sobrevivermos às coisas que podem nos matar e como conseguimos comida. Alguns animais se camuflam, outros fogem, outros produzem veneno e mais uma porrada de técnicas. O homem usa ciência e religião (para diversos povos, a caça tem fundo religioso em como e quando é realizada). Essas são as armas que desenvolvemos usando nossa inteligência.

O problema é que isso tudo nos subiu à cabeça e nos fez esquecer que também somos presas. Tudo na Terra é presa e predador ao mesmo tempo, especialmente os animais (as plantas entram nisso mais por conta de suas "versões carnívoras"). E a criação e fuga do Indominus rex em Jurassic World lembra ao estúpidos do filme que, não importa o tamanho de suas armas ou de sua inteligência, algo irá te matar. Pode ser um predador formidável como o dinossauro híbrido do filme, pode ser um parasita maldito que conseguiu entrar no seu corpo e nem parece grande coisa assim, pode ser que tu já esteja velho e cheia de doenças da idade ou ainda com uma arma. Não importa. Você vai morrer. Somos novos na história da Terra. Terrivelmente novos. Na história do Universo, então, nem se fala. Somos pequenos.

E histórias em que o homem se torna a presa e é impotente para realmente vencê-la por si só são necessárias para nos lembrar que somos nada e que sempre vamos precisar evoluir e evoluir se quisermos sobreviver, correndo sem sair do lugar, como toda espécie na Terra. Apenas uma outra espécie nesse mundão de Deus, um pouco inteligente, a ponto de criar uma porrada de coisas, sim, mas a longo prazo... Nada.

E depois disso tudo (a cabeça de vocês deve estar girando, isso se leram até aqui :v), eu digo: Jurassic World é um bom filme. Não sei se estou vendo demais na questão de transgênicos e na questão sobre "sermos presas", mas... É o que penso. É o que enxerguei. E por conta disso, acredito que a franquia Jurassic Park é boa e devia receber um pouco mais de valor: por mais que, cientificamente atualmente, a forma como a franquia se propõem a recriar dinossauros seja impossível e cheia de erros e apenas ficção, é um "aviso" real e válido.

E fiquem com essa filosofia fruto de madrugada + Jurassic World. xD

05 abril 2016

Nova Parceira - Autora Kátia Regina Souza

Oi povo lindo do meu coração!

Syba: Não estranhem, ela anda mais sem noção que de costume mesmo.

Gabi: è.e *joga caneta em Syba*

Ok.

É com imenso prazer e alegria que apresento à vocês Kátia Regina Souza, autora de O Velho Mundo, infanto-juvenil que será lançado oficialmente dia 13/04!!!! (http://katiareginasouza.com/)

A sinopse é linda, minha gente, quero o livro pra mim <3 p="">
Bora lá conhecer um pouco mais da Kátia e de O Velho Mundo? :3


Sobre a Autora:

Kátia Regina Souza é natural de Porto Alegre, jornalista e estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Também cursou dois anos de Ciência da Computação na mesma instituição, habilitação a qual abandonou para perseguir uma carreira mais próxima à escrita, sua maior paixão. Estreou no universo literário com o romance "O Velho Mundo – Abrem-se os portões de Erebo", uma obra infanto-juvenil de literatura fantástica. Os personagens deste livro (concluído quando a autora tinha apenas 12 anos e editado novamente aos 21) são, em parte, baseados em sua família. A escritora já trabalhou como produtora e roteirista na UNITV, o canal universitário de Porto Alegre, e repórter na Temática Publicações. Hoje, atua de maneira autônoma redigindo textos para revistas locais e internacionais. Além disso, oferece serviços de revisão, tradução e leitura crítica para editoras e autores independentes. Em seu site, katiareginasouza.com, divulga contos, resenhas e matérias sobre temas diversos.


O livro:


O VELHO MUNDO
Abrem-se os portões de Erebo
Tudo o que já foi criado corre o risco de ser destruído – essa é a primeira e mais dura lição que os pequenos primos Cantrell aprenderam sobre a vida. Roubadas de suas infâncias confortáveis, as crianças assumem a responsabilidade de defender os treze mundos quando a própria essência do mal escapa das Terras de Erebo: Cruciare, a fonte macabra de nossos piores pesadelos.
Ao mesmo tempo, uma profecia ameaça as terras e apenas um elixir pode impedir que o efeito desta seja catastrófico. Em uma jornada de luta, novas amizades e autoconhecimento, Daniel, Olívio, Tiago, André, Clara, Débora, Gabriela, Ágata e Eduardo Cantrell enfrentarão adversidades e, em meio a dores e perdas, descobrirão o verdadeiro significado da palavra família.
Afinal, até onde você iria por amor?

Syba: ... Cara, até eu fiquei com vontade de ler, e tu sabe que infanto-juvenil não é muito a minha praia... o.o

Gabi: Ah, se sei... Tu vive me enchendo a paciência porque "O Zmaj" é muito delicadinho e estilo de fábula e tals... ê_e

Enfim, gente linda, era isso que eu tinha pra falar procêis, mas fiquem atentos que o blog vai ter mais atualizações em breve!

E anotem aí na lista de leitura "O Velho Mundo" u_u

Syba Manda Beijos!