22 julho 2015

Resenha: Tales I - A Liga dos Artesãos - Alvores

(Dragão que meus pais me deram de niver esse ano acompanhando o Alvores pra dar um clima S2. Ignorem o fundo, quarto em arrumação faz tempo. Nem parece que deixei essa belezinha de dragão cair agorinha na hora de mudar de lugar pra foto. Agora é saber quando que consigo tirar a super-cola dos dedos, já que colei mais eles que o dragão .-.' E desculpem a foto escura. Meu celular não tem flash :( )

Editora: Catarse (Independente)
Autor: Lauro Kociuba
Páginas: 270


"- Um antigo costume anão - respondeu Bro-Thum, enquanto mostrava seu próprio pulso direito com os elos marcados. - Representa o nosso equivalente a um casamento. Quando duas pessoas entendem que se amam e precisam ficar juntas, o rei preside a cerimônia e abençoa a união com o aço e o fogo. Para nós, são os elementos que representam a estabilidade, confiança, vida e paixão. Com as mãos entrelaçadas, uma corrente de aço aquecida em brasa é fechada nos pulsos do casal, que mergulha as mãos em óleo frio. Assim temperam o aço, tornando-o mais forte. Nossa pele é muito resistente, em algumas horas a marca se cicatriza e podemos continuar com pelo menos três dias de celebração." [pág. 80]

Esse é o quote simplesmente porque achei o simbolismo e tals lindo S2. Parabéns por isso, Lauro, merece um coração inteiro só pela criatividade u_u

Ok, focando na resenha e lá vamos nós! *joga vassoura pra Syba e insinua pra fazer que nem a bruxa do pica-pau. Syba quebra vassoura na cabeça de Gabi*

Vamos começar falando sobre a história e o mundo de Alvores!

Só o prólogo já deixa quem gosta de fantasia pilhado, ao falar sobre uma reunião de elfos e dar uma ideia de como é o universo criado pelo Lauro onde Elfos, Anões, Orcs e outros existem ao mesmo tempo que humanos numa Terra como a nossa, dando já uma pincelada na guerra Elfos e Anões vs Orcs (basicamente) que houve em paralelo à Segunda Guerra Mundial humana. Ao longo da história, as origens de Curitiba (um dos cenários da história, muito bem apresentado, aliás. Me senti em Curitiba só de ler :3 ) são misturadas com algo mais fantástico, além de a tal guerra ser maior detalhada (porque é claro que ela tem mais importância. É claro).

Nesse primeiro livro, existe um foco maior, por assim se dizer, nos Anões e em sua cidade/reino abaixo de Curitiba, Khur. Achei incrível como o Lauro construiu a tecnologia quaaaaase que steampunk dos Anões. Ficou algo bem único, na minha opinião. Além disso, Anões badass que andam de moto e atiram com armas de fogo além de brigarem com machados e que usam Mecanos *leiam pra descobrir xD *! IHA! *surta. Syba trás de volta à realidade com um pedala*

Mas, claro, não temos apenas Anões. Temos também as outras raças Alvores (raças mágicas. Taí o motivo do nome u_u ), como Elfos, com destaque para o mestre do personagem principal, Aer'delo, e os chamados Encantados, mestiços de Elfos e Humanos. No último caso, o destaque é do personagem principal, Tales, que apesar de ser o protagonista, não é aquele protagonista em torno do qual tudo gira.

Os demais personagens também possuem forte presença em relação ao desenrolar da história - de fato, Tales é quase que apenas o azarado que estava no lugar errado na hora errada no início da história: ele só tinha de vigiar e descobrir o que raios os mestiços de humanos e Orcs tinham planejado de fazer naquele local. Mas o azar bateu à porta e à cabeça dele, literalmente, na forma de um tiro de raspão. Os irmãos Bro-Thum e Bro-Muir, Anões, meio que salvaram o couro do moleque acabando com wargs e capturando o mestiço que fez parte das negociações. Bro-Thum busca Tales depois e o leva para Khur, por causa de Aer'delo. E à partir disso a história se desenrola: o objeto negociado pelo mestiço e o que isso significa, entre outras tretas. Claro que não vou contar o que é. E estragar a surpresa de vocês? E estragar todo o prazer de vocês de conhecerem Bro-Thum, Bur-Daem, Dwa-Ella, entre outros? Eu que não. Só sei que é tudo bem amarrado, deixando a dose certa de ganchos para continuações e futuras expansões sobre o universo e personagens inseridos.

Passando para outro ponto: a narrativa.

É uma narrativa fluída, que descreve na medida certa para que imaginemos os personagens e cenários e que facilmente nos dá a ideia das emoções dos personagens, nos transportando de fato para a história.

"Quando a porta se abriu por completo, nem mesmo a leitura de dezenas de obras fantásticas se mostrou suficiente para preparar Tales para a visão do Salão de Pedraluz, o coração do poder dos anões do Ocidente." [pág. 56]

Como exemplificado pelo quote acima, o autor consegue passar a sensação de quão magnífico é o Salão de Pedraluz e a emoção que Tales sente ao ver sem realmente nomear sentimentos e emoções.

Numa palavra, é uma narrativa... Viva, por assim se dizer.

Em relação à revisão, foram encontrei dois erros considerados sérios e avisei ao autor no momento que achei. Se existem outros erros gramaticais, passei batido. Num todo, o revisor está de parabéns.

Diagramação maravilinda. As ilustrações nas aberturas e encerramentos dos capítulos, então... Ilustrador de parabéns! Uma mais linda que a outra, não consigo escolher uma preferida! Além disso, contribuem e muito para se mergulhar na história!

E a capa é outra coisa linda! Me faz pensar nos livros de capa dura e couro, aqueles antigos, com título e autor na lateral apenas que meus pais colecionaram ao longo dos ano.

Pra mim, não tem outra nota que não 5 coraçõezinhos S2