09 fevereiro 2015

Resenha: Trilogia Arcantatys 1 - As Faces da Luz

Editora: Cata-Vento
Autora: Tatiane Durães
Páginas: 450


"- A não ser que ela queria se livrar do laço de sangue que une vocês duas - Edwin respondeu.

- Edwin, por que você sempre vê o lado ruim? - eu perguntei.

- E por que você sempre espera o bom? - ele perguntou-me." (pg. 379)

Primeiro: Aodh... VAI TE FERRAR, ELFO! *chuta pra lua*

Cahem... Passado meu surto de inimizade para com Aodh, vamos à resenha u_u

Tayara é a personagem principal. Uma personagem interessante e muito humana em relação ao seu comportamento. Uma personagem que fez o "triângulo amoroso" que acaba surgindo ao longo da história ser algo interessante, e não cheio de mimimi (ao menos nesse primeiro livro) como costuma ser. Enfim. Uma boa personagem. Enfim. Só reclamo do Aodh mesmo. Os outros personagens são muito bons, e mesmo vilões não dá pra desgostar. Mas Aodh não. Aodh é idiota u_u Personagem bom, mas idiota. *Ariosto vemnimim xD*

A história é boa e instigante. A questão sobre Tayara ser a reencarnação da Bruxa Agatha, e seu esforço por desfazer as magias maléficas dessa sua outra encarnação, aprender a controlar seu poder, proteger a aldeia do Rei Cedric, devido à guerra entre Bruxos e Elfos que assola Arcantatys, e outras descobertas sobre si mesma e aqueles que a rodeiam, como outras de suas encarnações e sobre sua família. É uma jornada, muito boa, por sinal, que nos surpreende frequentemente. Especialmente o final. O final do livro, ah, o final... TATIANE, QUERO AS FACES DAS SOMBRAS LOGO! @.@

A narrativa é boa, entretanto, em em alguns locais a pontuação me incomodou; acredito que poderia ter sido usada de outra forma, e por ser em primeira pessoa, acho que não era necessário separar os pensamentos da Tayara como se fosse uma fala separada; isso me confundia, até aparecer um "eu pensei". Teria sido mais fácil se esses pensamentos estivessem integrados à narrativa, justamente por já ser em primeira pessoa.

A revisão nada deixou a desejar; impecável. A diagramação também é excelente, e dá todo um toque delicado à leitura nas aberturas dos capítulos, enquanto que as fonte é bem espaçada e nada cansativa para ler. O papel talvez branco demais, um mais amarelado cansaria menos a visão, mas não é realmente um ponto negativo.

A capa. A CAPA! Nada à declarar, além de que fizeram um trabalho incrível com a capa. Chamativa, com seus tons sombrios de azul. É uma capa que faz muito bem o seu trabalho de atrair o leitor.

Um bom livro com uma boa história, que recomendo (apesar do Aodh ser um... Um... Argh)

Classificação final: