17 fevereiro 2015

Resenha: O Temor do Sábio


Editora: Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 960

"- Teccam dizia a mesma coisa. Não há homem valente se nunca houver caminhado algumas centenas de quilômetros. Se você quiser saber a verdade sobre quem é, caminhe até que nem uma única pessoa saiba o seu nome. As viagens são o grande nivelador, o grande mestre, amargo como remédio, mais cruel que o espelho. Um longo estirão de estrada lhe ensina mais sobre você mesmo do que 100 nos de serena introspecção.”" (Pg. 820)

Vamos lá, falar desse livro que é a continuação de O Nome do Vento (resenha aqui) e que simplesmente nos deixa sem fôlego e que parece que cria braços que seguram a nossa cabeça para mantê-la focada no livro (Tio Pat e seu jeito maravilhoso de escrever :D).

Temos Kvothe em todo seu esplendor.

Temos Bast sendo Bast.

Temos Dena sendo vaca.

Temos Auri sendo a coisa mais fofa do mundo.

Temos Devi sendo linda.

Temos Elodin sendo a maior peça de todas, e um dos melhores personagens, como sempre.

Temos Kvothe fora da Universidade, porque as coisas ficaram meio feias pra ele lá e recomendaram ele sair um pouco, espairecer... E arranjar problemas, claro, porque ele acaba por ser contratado para recuperar dinheiro para um nobre poderoso quando só queria um patrono para sua música. (que eu não lembro o nome e estou com preguiça de procurar no livro. 960 páginas que li tipo um ano atrás, tenham pena de mim! ç.ç).

E é nessa de recuperar a grana que conhecemos Tempi mercenário-ademriano-TDB-vemnimim (lado fãgirl falando alto). É com Tempi que Kvoth passa a aprender Ademriano, a Ketan e a chamada Lethani. (leiam pra saber. É realmente interessante ver as discussões entre Tempi e Kvothe sobre esses assuntos)

Um dos momentos mais altos da narrativa é quando Kvothe encontra a Encantada Feluriana. É simplesmente incrível como Tio Pat nos guia através dos acontecimentos de quando Kvothe a encontra e fica preso ao seu reino por um tempo considerável antes de conseguir passar a perna nela e partir são, com direito a uma canção composta para a dita Encantada.

(Minha pobre tentativa de uma Feluriana em Biscuit. Tenho de praticar mais...)

E quando ele volta, vamos pouco depois ao ponto mais alto da história, na minha opinião: Kvothe em meio aos Ademrianos. É uma cultura tão bem construída e tão única que só lendo pra entender, mesmo que eu discorde com alguns pontos. Temos também mais descobertas sobre o Chandriano, claro, e também sobre o misterioso patrono de Dena. E temos uma cena ao final do livro que faz a gente se remexer, desconfortável.

A narrativa ainda tem aquele toque todo do Tio Pat: a gente lê muita coisa, muita coisa acontece, mas a gente não vê as páginas passando conforme lemos. Tipo, como com O Nome do Vento, é impossível largar até terminar. Impossível. Por mais que você queira fazer a leitura durar, não dá pra largar.

Quando li, não lembro de ter encontrado erros de revisão, mas eles provavelmente estão lá. xD A diagramação também está muito boa, obrigada. Mesmo detestando que não exista quebra de página antes de começar um novo capítulo, mas isso provavelmente é porque, se fizessem, o livro ficaria maior ainda. Economia de páginas, dinheiro, etc xD A página amarelada também facilita muito a leitura fluída.

E a capa... Bem. A Arqueiro saber escolher capas incríveis. :3

Classificação final: