22 janeiro 2015

Resenha: A Estrela

Editora: Rai
Autor: Javi Araguz & Isabel Hierro
Páginas: 238
"- E o que isso significa? - perguntou, assustada, lembrando que seu olhar também brilhou na primeira vez que o havia visto em Sálvia.
O menino ficou em pé e observou o horizonte, esperando ver mudanças na paisagem que comprovassem o inevitável.
- Que a Quietude vai se romper - disse simplesmente." pg 112

Ok. Falar de A Estrela não é fácil.

É um livro com uma história diferente, de certa forma. A questão das Rupturas do Linde, o mundo onde a história se passa, e todo o mais, é um diferencial realmente interessante. A forma de como "salvar" o mundo também.

Tudo começa quando Lan, a garota na capa e personagem principal, sai durante uma Ruptura da Quietude, que é o momento em que o planeta muda de forma, literalmente. Os habitantes vivem dentro de terrenos seguros limitados, e esses terrenos trocam de lugar; se o terreno estava no extremo norte, ele pode ir parar no equador. Essas Rupturas são sinalizadas por névoa, depois as Partículas, que fazem alguém perder a sanidade se inaladas, terremotos e finalmente a mudança. Se você estiver no terreno ao lado do seu, do outro lado da fronteira, durante uma Ruptura, bem, diga adeus à todos.

E o que a Lan foi fazer, afinal? Resgatar um menino da vila, Ivar, no bosque do território. E atravessa a fronteira por isso. E encontra um rapaz com olhos brilhando num prata intenso segurando o menino, e pula em cima dele tentando fazê-lo soltar Ivar. E então o mundo muda, ela fecha o olhos, esperando estar em outros lugar, mas quando os abre, está na entrada de sua vila, e não há sinal do garoto.

Afinal, o rapaz que ela chama de "Sequestrador" pertence ao clã dos Errantes, o único grupo no Linde que caminha sem um território que chamar de "lar". Eles passam pelo seu território não muito tempo depois. E após sua partida...

Outra Ruptura, não muito tempo depois da do início do livro. E essa não respeita os chamados Limites Seguros de seu povoado. E então Lan se vê perdida no Linde.

À partir daí, Lan passa por outros territórios, alguns bem conhecidos graças aos chamados Corredores, os habitantes que correm em pouco tempo até outros territórios para comerciar. E, oh, sim, ela encontra de novo o rapaz Errante. Boa parte da aventura através do Linde, com o objetivo mais tarde ganho de parar as Rupturas é feita em conjunto. Temos alguns momentos de quebrar o coração, incluindo o final.

A narrativa não é muito elaborada, mas é boa. Combina com a história contada. A maior parte dos personagens não são muito aprofundados, mas isso não os deixa mal-desenvolvidos. O mundo é bem descrito, sem ser extremamente detalhista, mas nos permite imaginar os locais e mergulhar na história facilmente.

A conclusão da história, como é feita... Quebrou meu coração e me fez chorar igual uma criancinha, esperando que não fosse aquilo.

O livro é lindo. Desde à capa até a diagramação como um todo. A revisão foi ótima. Enfim. O livro é ótimo.

"Ah, mas porque não cinco coraçõezinhos se é tudo mil maravilhas, Gabi?"

Porque eu to recolhendo os pedaços do quinto. É o meu e ele foi quebrado pelo final, sabe ç-ç


Classificação Final: