01 fevereiro 2013

Teorias de Conspiração - Epílogo


Bati à porta da casa de classe média que minha... Irmã?... Me passara onze anos atrás como sendo seu endereço, em Paris – antes de eu ser mordido.
Ela não era bem minha irmã desde que Drácula a transformara – e menos ainda depois que também me transformei –, mas mesmo assim, tínhamos o mesmo sangue até alguns séculos atrás.
Uma garota de dezesseis anos, mais ou menos, abriu a porta. E, por seus traços, notei que ela era a filha de Sigrun – era assim que minha irmã se chamava quando ainda pertencíamos à mesma raça – que eu vira quando era pequena. Na época, devia ser uns dois anos mais nova que Ana Clara...
A garota chamou o pai – que sem dúvida era um Mago, considerando seus olhos bicolores e que um era cor de estrela – falando que tinha um Lobisomem na porta e fazendo cara de nojo. O que eu podia esperar de alguém com sangue de Vampiro?
O pai dela a empurrou de leve. E o queixo caiu quando me viu.
− Gunnar?... Mas... Alanna disse que você morreu. Que foi morto por Lobisomens...
Quem dera... Fui me transformar, ao invés de morrer.
Se tivesse morrido, não estaria precisando de abrigo agora.
Espero ter despistado Adriane, Kai e, principalmente, Portos.
Só até chegar a hora de ir atrás de Loki e Daniel...