17 janeiro 2013

Resenha: TorchLight 2


Torchlight II é a sequência do aclamado jogo de RPG de ação, Torchlight. O primeiro game da série é excelente, mas foi alvo uma reclamação universal: a falta de multiplayer em uma época na qual essa característica é praticamente essencial para um título do gênero. Assim, os desenvolvedores buscam remediar a situação neste segundo capítulo da franquia.
O jogo traz várias outras novidades, além do multiplayer, que visam diversificar a experiência de jogo e fazer a franquia evoluir — a caminho do tão prometido MMO, que ficou em segundo plano enquanto a Runic Games aperfeiçoa seu multiplayer e ganha conhecimento na área.
As antigas classes de personagem dão lugar a quatro novos arquétipos, e a personalização é mais presente do que antes. Desta vez, é possível escolher o sexo do personagem e até mesmo o bicho de estimação está mais versátil. Somando isso a um sistema de combate reformulado e um aprimoramento da forma como os itens são obtidos, temos um Torchlight muito mais completo.
Fabricante: Runic Games
Plataforma: PC
Estilo
: RPG
Lançamento: 2012



Bem, eu não pretendia jogar esse jogo. Mesmo porque não joguei o um (mas acho que agora vou jogar... Talvez até entenda melhor a história do 2...), mas, por causa do que disseram no Girls of Wars numa postagem analisando Diablo, se me lembro bem, acabei jogando (não, ainda não joguei Diablo... Mas whatever, também não terminei Dead Space, então tá de boa xD).

Amei o estilo RPG e Hack-and-Slash (tipo God Of War, ao menos na dificuldade normal) do jogo. Jogabilidade muito boa, descomplicada, sem muitos segredos (eu achei). Você pode mudar os atalhos do teclado, mas joguei sem problemas com os atalhos orignais. Por enquanto só joguei com Outlander (armas de fogo *-*), em que basta pressionar SHIFT para ficar parado no mesmo lugar e atirar adoidado com as pistolas/shotguns/arcos nos monstros, junto com algumas técnicas arcanas básicas e muito maneiras (adagas envenenadas, suas lindas) e muita potion de saúde e maná \o/.

A parte das árvores de habilidades também ficou muito bem desenvolvida. Como eu ainda não zerei outras vezes com o mesmo char (coisa que abre novas quests quando feito *-*), meu char só chegou no nível 54, então não liberei totalmente nenhuma habilidade. Mas isso não tira a graça do jogo, mesmo porque não completei duas quests (uma por bug e outra porque não achei os treco mesmo xD). Também achei os sets de armadura “Oooooh”, de tão lindos que eram, e chorei muito quando achava algo para Embermage ou Engineer (meu próximo char). Além das três classes que já mencionei, tem também a classe Berserker. As pistolas e shotguns são lindas, mas eu realmente pirei com as pistolas e shotguns encontradas no segundo capítulo, no deserto de Zeryphesh: são muito lindas e uteis com as lâminas presas na parte de baixo do cano, o que ajuda e muito com inimigos que chegam muito perto.

O pet que pode carregar itens e vendê-los e comprar outros básicos, como potions, é útil demais, mesmo porque ele também luta, o que é uma benção quando se está cercado de inimigos.

Os gráficos também são ó-t-i-m-o-s e contribuem de forma magnífica para total imersão na aventura, apesar de seu jeito meio... Meio... Cartoon? Não sei definir o estilo dos gráficos, mas não é realista como The Witcher 2, Dead Space, Mass Effect ou Dragon Age (que eu joguei e me lembre). É algo mais caricatural em relação aos personagens. Já o ambiente, apesar de ser um 3D com uma ótima relação de profundidade, também não é realista com texturas e tal, mas não deixa de dar a sensação de você estar ali, sendo que a cor é o que mais dá essa sensação. As florestas com pouca iluminação, as minas em meio à lava em tons brilhantes de magenta, amarelo e vermelho, as cavernas e construções em ruínas em tons frios... E, claro, cada área com suas peculiaridades devido ao povo que a habitou, características do terreno e do clima...

Mas o que realmente amei foi a atmosfera SteamPunk, especialmente no último capítulo, nas regiões do Anões. Sério, gente, eu tenho um tombo por SteamPunk. É meu sub-gênero de SciFi favorito u.u

Não sou fã de multiplayer, por isso não testei o de TorchLight 2, mas pretendo experimentar um dia desses xD.

Enfim... Não vou dizer que a história é um primor, mesmo porque não entendi ela inteira por causa dos mini-movies sem legendas sequer em inglês e ainda por cima um leve lag travando as falas do narrador, junto da falta de atenção natural (como meu colega de facul fala: sai do etanol... Entra no etanol xD)... Mas, pelos diálogos ao longo do jogo (diálogos de quest xD), consegui entender: O Alquimista locão da ideias ficou mais locão ainda quando pegou uma doença lá que estava se espalhando e ia destruir tudo tentando acabar com a tal doença. Algo assim xD. Do que entendi da história, gostei e muito.

Se quer passar boas horas matando monstros à torto e a direito, admirando seu char em armaduras e armas lindas de se ver e explorando cenários que só não são tão grandes quanto os de Kingdoms of Amalur (que um dia termino e coloco uma resenha aqui u.u Mas aquele mapa gigante desanima T-T), jogue. Você vai se divertir.

Syba Manda Beijos!