22 fevereiro 2012

Teorias de Conspiração - Capítulo 31: Tecendo o Destino

Acordei sentindo meus braços esticados e amarrados num nível acima da minha cabeça, o resto de meu corpo pendurado, sustentado pelos braços. Não sentia o chão abaixo de meus pés. E, sobrepondo-se à essas sensações, estava uma única: essências sábias e velhas – embora nada como Aine – que penetravam minha pele. Conforme os outros sentidos despertavam, comecei a ouvir um conjunto de vozes cantando na língua da Teia; pelo que percebi, era um encanto de cura e estava direcionado, principalmente, para minhas asas. O ferimento em meu abdome estava dolorido e gelado, embora eu tivesse certeza de que não sangrava mais.

Abri meus olhos com certa dificuldade. O longo tempo fechados fez com que minhas pálpebras se grudassem.

O lugar era... Morto, na falta de uma palavra melhor. Todo branco e va-zio, alguns fungos se espalhando pelas paredes.

Tentei virar o rosto, atrás dos donos das vozes que cantavam, mas eu ainda me sentia muito mole e minha cabeça não obedeceu ao comando do meu cérebro.

Mas, de algum jeito, alguém percebeu que eu acordara, e um rosto de pele pálida e um tanto azulada, com olhos profundos e totalmente negros, mas com uma trama branca se estendendo sobre o globo tal qual a teia de uma aranha, traços esguios e, de alguma forma, aracnídeos, com um cabelo comprido e cor de lua que parecia seda apareceu à minha frente. E somente os cabelos a cobriam até a cintura, onde deixava de ser mulher e se transformava numa aranha azul.

UAU!

As Aranhas Lunares Azuis me salvaram!

Mas... Peraí! Não era só UMA Aranha Lunar Azul, que morreu muuuuuito tempo atrás?!

Pensei em falar algo, mas ela foi mais rápida. Sorriu e inclinou uma espécie de cantil feito de couro contra minha boca. Senti algo de sabor... Cristalino, seria a palavra ideal, escorrer pela minha garganta. E então, ao mesmo tempo que me sentia bem, sentia sonolência.

E adormeci.


− Acorde, Fada. – alguém falou num tom de voz suave. Sentia-me confortável onde estava, e não, não queria levantar. Estava tããããoooo quentinho... Como o abraço do Rashne. – Fada... Você precisa acordar. – o tom foi mais enérgico, talvez preocupado.

Abri um olho preguiçosamente. Era a mesma Aranha Lunar que me dera o que quer que fora. Ela sorria.

− Quem é você? – foi a primeira coisa que murmurei, piscando e abrindo o outro olho. Ela continuava sorrindo.

− Meu nome é Galagöa. – na Língua da Teia, Galagöa significa “Sabe-doria”. De algum jeito, eu sabia que combinava com ela. – Como deve ter per-cebido, sou uma Aranha Lunar Azul. E você está onde nós, Aranhas Lunares, vivemos: em Kolshö. – ela sorriu enquanto eu me sentava na cama. Assim que joguei as pernas para fora do colchão, senti apenas vazio. Pelo jeito, a cama fica bem acima do nível do chão. – E o seu é... – ela disse, enquanto me segurava pelos braços e me colocava no chão, mais de dois metros abaixo da cama.

Falando sério...

Eu achava Aine alta.

Mas parece que Aranhas Lunares conseguem alcançar a altura de um Trol, ou mais. Bem mais.

Fala sério.

− Stacy. – sorri de volta, olhando para cima. – E agradeceria muito se dissesse como ainda estou viva... – falei com tom brincalhão. Afinal, eu sabia sobre os gases tóxicos de Kolshö.

Galagöa guiou-me pelo cômodo simples com o teto alto até uma larga abertura na parede que levava a um lugar que poderia ser chamado de “banheiro”. Uma espécie de chuveiro numa extremidade, e na outra, um enoooooorme espelho. Ela levou-me ao espelho, e vi que eu usava um vestido leve e frente única, feito de algo que parecia seda cinza – não, eu ainda não tinha olhado para mim mesma, estava muito zonza pra isso. Minhas asas estavam quase do mesmo tamanho de antes de Adriane cortá-las, e pareciam melhores ainda. No meu pescoço, pendia o colar que Rashne me dera e Anoen.

Mas o que me chamou a atenção mesmo foram os brincos feitos de fios dourados que caiam até meus ombros, e um sinal no meio da minha testa co-mo uma gota de esmeralda. Brilhava muito e parecia refletir tudo.

Quase inconscientemente, levei a mão até o sinal e o apalpei. Era frio ao toque, uma protuberância incorporada a pele quente de forma a se dizer que eu nascera com aquela gota de esmeralda. Além disso, eu conseguia perceber que havia uma espécie de energia que me recobria e que partia dela.

− O que... O que é? – murmurei, embasbacada, ao que Galagöa riu, afastando a franja e mostrando que possuía um sinal idêntico, mas ao invés de esmeralda, era uma safira. Uma safira muito bonita.

− Faz parte da magia que a primeira Aranha Lunar Azul desenvolveu para que vivêssemos aqui, em Kolshö, em segurança e cumprindo nosso papel. – tá explicado.

A que todos pensam que era uma única Aranha Lunar era apenas a pri-meira, a que deu origem às outras. Fez todos pensarem que era a única ape-nas para proteger os seus. Profundo.

− Como me acharam? – Galagöa começou a me guiar para fora do quarto, e então para fora da casa. Ela suspirou, enquanto eu admirava o deserto azulado e esverdeado de Kolshö, Aranhas Lunares adultas espalhadas e tecendo algo que eu poderia considerar como sendo feito de seus cabelos. Haviam homens também, que cuidavam das crianças pequenas que pareciam mais peraltas do que qualquer criança que eu já tivesse visto.

− Anastásia disse que você chegaria. – ergui uma sobrancelha.

Anastásia tem avisado muita gente sobre mim... Não que eu não agradeça, pois sempre me salvam a vida, mas ainda assim...

− Ela preparou seu caminho, Stacy, para que você não cometesse os mesmos erros que ela. Era o que Anastásia queria. – Galagöa acomodou-se sobre as pernas, os braços cruzados, ficando apenas alguns centímetros mais alta que eu. – E pediu que nós a ajudássemos no que pudéssemos. – ela sorriu.

− Que erros ela cometeu? – perguntei, curiosa. A Aranha suspirou e ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder.

− Não se deixou ser ajudada. Não perdoou os amigos. Não pediu per-dão. Negou ajudar outros, provocando mortes de pessoas que tinham a missão de ajudá-la. Entre tantos outros... Ela não queria que a que viesse depois dela passasse pelas mesmas coisas. – Ela suspirou de novo.

Como ela sabia que eu viria?

Será que é algo relacionado à sua morte? Cairu disse algo como pesso-as terem morrido antes da hora de se unirem.

− Quando lembro que por causa dos erros que cometeu, ela não pode se entregar ao sentimento que sentia pelo Boto, para não feri-lo mais do que ele ficaria ferido... Ela ficou decidida que mais nenhuma Fada cometerá esses erros.

Então, Anastásia realmente amava Cairu.

Olhei para a Terra, as nuvens se movimentando de forma que não sei dizer se era rápido ou devagar de onde estava. E então movimentei meus olhos pelas Aranhas.

− O que elas estão fazendo? – me ouvi perguntar, e Galagöa riu leve-mente antes de responder.

− Tecendo a Teia. – Hã? Olhei para ela, e ela deve ter adivinhado pela minha expressão que eu não entendera o que ela queria dizer, pois logo completou a explicação. – A Teia de Seda não é algo definitivo. Ela se desfaz, len-tamente, por causa da Magia realizada sob ela, que a consome. Ao contrário do que pensam, a Teia não absorve a magia para se manter. Manter a Teia é nosso papel: todo mês, nós a reforçamos. – uma coisa atinou no meu cérebro. Todo mês?

− Por acaso o dia que vocês reforçam a Teia é em noite de Lua Cheia? – perguntei, e ela riu suavemente, afirmando. – É por causa disso que os Lobi-somens se transformam? – ela suspirou antes de responder.

− Sim. Ele são os mais sensíveis à essa mudança de densidade, por as-sim dizer. A fera então quer sair e sentir melhor aquilo que vem de suas ori-gens... Ou mais ou menos isso, não conseguimos definir direito ainda...

− Suas origens? – franzi a sobrancelha, tentando entender.

− Fenrir veio de Kolshö, como as Aranhas. Por isso ela exerce tanta influência em seus filhos... – ficamos em silêncio por um tempo, observando as outras Aranhas tecendo a Teia. – Tem algo que nós, Aranhas Lunares, devemos te ensinar, Stacy... Mas você deve usar com cuidado. – Galagöa olhou-me intensamente com seus olhos negros com a teia branca, e eu não consegui desviar o olhar enquanto ela explicava. – Algo que é chamado de Tecer o Des-tino e envolve a Teia. É arriscado, e você deve saber quando e onde usar, ou as conseqüências podem ser desastrosas.

E então, ela começou a andar, e eu a segui.

Fomos para um lugar afastado das demais Aranhas, e Galagöa acomo-dou-se, sinalizando para que eu me ajoelhasse em frente à ela. A Aranha Lu-nar estendeu as mãos à frente e começou a falar.

− Concentre sua essência, Stacy. Nas pontas dos dedos. Espere até que sinta que seus dedos vão derreter com tanto calor e tanta energia. – fiz o que ela pediu. Eu sabia que era possível fazer feitiços sem pingentes, embora fossem muito mais difíceis.

Especialmente pra mim, que tenho essência demais e fica escapando quando não deve.

No começo, foi bem difícil sentir o calor da essência nas pontas de meus dedos. E parecer que iam derreter demorou. Muito.

− E então, diga “Malëí” (lê-se Malixie). – lindo. Palavra de poder. Eu nunca gostei delas. E, ainda por cima, uma que traduzida fica “Destino”.

Mas, enfim, quando achei que meus dedos fossem derreter, pronunciei a palavra.

Diante de meus olhos, uma teia apareceu, estendendo-se em todas as direções, brilhante como se houvesse orvalho sobre ela. Era magnífico. E então, Galagöa também o fez. Apontou para um fio.

− Concentre-se em um período, de preferência da sua vida, acumule essência na ponta do dedo, e toque a Teia.

Um período da minha vida?

Difícil dizer...

Que tal... Já sei! O dia que destruíram meu material! Quem sabe assim descubro o que aconteceu, exatamente...


Encontrei-me na enfermaria do colégio. Numa cadeira, Sammuel. E na maca, eu, desmaiada.

É, dia exato!

Mas e agora?

“Diferente das visões comuns, Stacy, quando se toca a Teia e força-se uma visão, é possível andar pelo lugar e ver aquilo que está além, não apenas o que a visão quer que você veja. Experimente andar por onde quer que esteja.”

A voz de Galagöa alcançou-me além da visão. Uau! Gostei disso!

Abri a porta e sai da enfermaria, andando até minha sala. Meu material ainda estava intacto e era aula de Literatura. Terceira aula.

“Se não for o momento exato, você pode acelerar ou voltar, basta se concentrar.”

Legal!

Acelerei e, quando entrou na sexta aula, percebi que havia algo que não devia estar ali e deixei o tempo correr normalmente.

Concentrei meus olhos e vi.

Vi o Arquidemônio andar pelas mesas, olhando para todos. E, exceto Thaíze, ninguém pareceu notá-lo. Ele andou até minha mesa, cheirando meu material de um jeito animalesco. Thaíze o acompanhou com os olhos disfarça-damente, fazendo um esgar e cantarolando uma canção de proteção. E ela pedia proteção não apenas para ela, mas para mim e para Sammuel – referin-do-se à ele como “O Elfo”. Provavelmente, qualquer um de nós ser achado pelo tal na minha mesa era muito ruim. O Arquidemônio estraçalhou minhas coisas, mas ninguém percebeu. Maldita Teia!

Ele procurava alguma coisa, porque, quando estraçalhou tudo e concluiu que não estava ali, urrou de raiva.

Ele tirou um celular do bolso e ligou para alguém. Me aproximei para ouvir.

− Parece que a filha dela é mesmo humana. Não tem nada relacionado à magia em suas coisas, aqui ou no quarto. Sequer achei um livro Branco que poderia ter ganhado da Vó, caso fosse ela realmente. – Livro Branco? Pelo que sei, Anastácia tinha um. São livros onde qualquer um escreve sua vida entre outras coisas, e que somente eles e quem eles permitirem podem ler. Pelo que sei, só os mais poderosos possuem um. O Arquidemônio esperou a pessoa do outro lado falar algo. – Eu sei que a Oráculo dos Kamaria disse que era ela, mas... Está bem, Adriane. Kai tem permissão de atacá-los, se acredita tanto que ela é o Poder para chegar ou neta de Eurídice. Mas não me responsabilizo se algo der errado.

Ele desligou o celular com fúria e saiu, pisando duro.

Isso não tem muito haver com um Gnomo Caçador como Aaron disse... Afinal, foi um Arquidemônio que mexeu nas minhas coisas...

Há menos que ele soubesse se tratar de Adriane e de seu pacto! Mas, peraí... Ela precisava da permissão do Arquidemônio pra atacar? O que significa isso?

Aaron filho da mãe, não me contou tudo que sabia...

Thaíze suspirou de alívio quando viu o Arquidemônio sair, e percebi que ela suava frio.

Ela com certeza não ouviu o que ele falou. Ou teria nos avisado.

Ok, ela é uma Sereia.

Mas ela já me provou que tem coração.

“Stacy, já se passou muito tempo. Melhor você voltar. Apenas imagine que você é algo imaterial voltando para o corpo material.”


E então, eu estava de novo diante de Galagöa. Ofeguei, sentindo-me sem ar e repentinamente cansada.

Que lindo. Informações novas.

Galagöa estendeu-me uma mão, amparando-me, e pude ver que um fio de Teia ligava nossos pulsos.

− Galagöa... O que é esse fio? – perguntei, apontando para o tal fio. Ela sorriu.

− Uma ligação de mestra e aprendiz. Você tem muitas ligações, basta observar bem... – ela tinha razão. Não apenas nos pulsos. E havia uma que saia do meu peito, bem em cima do coração. – E esse é um laço de amor muito mais forte do que o que comumente se forma. Ambos têm sorte. – ela sorriu, apontando para o que saía de meu peito. Senti meu rosto ficar quente enquanto me lembrava de Rashne. Toquei o colar que ele me dera, sentindo uma saudade súbita e dolorida do som da sua voz e de como ele acariciava meu cabelo – sem enroscar os dedos como todos os demais.

Suspirei, perdendo-me um pouco em lembranças, em silêncio. Silêncio que minha nova mestra respeitou.

Passou pela minha mente como Rashne estava. Será que ele estava me procurando? Eu sentia que sim. Sentia que ele não descansaria até me achar.

E então, pensei em papai, vovó, Devon, Thaíze, Eshe, Sammuel, Ales-sa, Hadassa, e principalmente Despertador. Como estavam? Adriane teria conseguido o que queria?

− Ele está te procurando. Eles estão bem, e a Gnoma não conseguiu o que queria. E Despertador está louco de saudades. – acordei quando Galagöa falou, sorrindo. – Acabei de olhar o presente, concentrando-me naqueles que lhe são queridos. Suspeitei que estivesse pensando neles. – suspirei de alívio. Era bom saber dessas coisas.

− Isso que acabei de fazer chama-se Tecer o Destino? – perguntei após algum tempo. A Aranha ficou séria.

− Não. Mas para Tecer o Destino, é necessário saber Olhar o Tempo. – ela pediu para que eu ficasse de pé, para conseguir segurar minhas mãos.

Ela me fez tocar vários fios de uma vez. Visões confusas e dolorosas in-vadiram minha mente, todas ao mesmo tempo. Passado, presente e futuro mesclados.

− Dói. – murmurei, tentando soltar os fios. Mas minha mestra não deixou.

− A Teia concentra tudo o que aconteceu desde que foi criada. Ela não apenas nos esconde. É ela a Teia do Destino. É nela que estão nossas opções e para quais escolhas cada uma nos leva. É nela que estão nossas memórias, o que acontece e o que vai acontecer. Se quiser manipulá-la para que leve-a para onde quer, precisa aprender a separar as visões. A empurrá-las para longe enquanto tece. – pensei por um instante se as Aranhas não eram como as Moiras e o que elas faziam não era tecer nossos destinos.


Mas então uma visão se ressaltou, e mostrou a Primeira Aranha no topo de uma montanha, em frente a um altar de mármore, tecendo com seus cabe-los aquilo que se tornaria a Teia. Sangue estava espalhado pelo altar e pela Teia, que seguia como uma ponte até Kolshö, enorme, gigantesca.

Ela era muito bonita. Uma majestade em seu semblante, em seus movi-mentos, que diziam que ela era uma Imperadora entre Rainhas e Reis.

E então, alguém a apunhalou pelas costas. Ela riu de um jeito que pare-ceu-me música, enquanto seu sangue banhava a Teia, com um único fio solto.

Ela puxou o fio solto, e enquanto a Teia se tornava una com o mundo, o sangue foi absorvido pelo altar e pela Teia.

− Obrigada, meu caro Efreet! Fez com que o Destino tivesse vontade própria e que ninguém alcançasse o lugar de onde eu vim se não for digno, como me foi ordenado pelo Pai de Todos! Bons milênios preso nesse Elemental do Ar!

E então, ela se deixou cair sobre a Teia e foi absorvida por ela. Ainda sorrindo.

E quem a apunhalara era o mesmo que falava com o tio de Hadassa.


Lentamente, as visões foram se organizando e sendo expulsas. Passei a me concentrar em sentimentos: disformes, incolores, apenas sensações.

E agora eu já podia tocar a Teia sem que visões me invadissem. Mas era difícil. Precisava me concentrar muito.

Então, as Aranhas não tecem o Destino. Apenas fornecem aquilo onde Aquele que o faz – Deus – deixa suas marcas. Ou talvez ele tenha vontade própria mesmo, vai saber...

− Pronto. Isso mesmo, Stacy. Agora, procure algo no futuro que você queira mudar. Mas algo simples, como a morte de um passarinho. – Fiz como minha Mestra mandou e procurei um cachorro que morreria atropelado.

− Encontrei.

− Agora, comece a mexer nos fios da Teia lentamente. Troque-os de lu-gar, cruze-os, teça-os. A visão irá se alterar, e quando alcançar o que quer, deixe, que o Destino seguirá o que foi tecido por você. Mas lembre-se: jamais tente mudar o passado ou o presente. Tecer o Destino serve apenas para mudar o futuro.

Era difícil. Os fios não queriam sair do lugar, mas quando concentrei es-sência na ponta de meus dedos, eles foram cedendo, até que já me obedeci-am. Fiquei satisfeita quando o homem que atropelaria o cachorro não atendeu o celular e conseguiu parar a tempo.

Quando soltei a Teia, sentia-me esgotada. Como se tivesse usado toda a minha essência.

Cambaleei, e Galagöa me segurou, sorrindo.

− Que excelente aluna. Descanse agora. Terá tempo para treinar.


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