14 janeiro 2012

Resenha - Dezesseis Luas - Série Beautiful Creatures



Bem, embora Tenshi ainda esteja tentando entender o sentido do título da série, eu gostei.

Sério.



Primeiro, eu bati palmas pelo livro ser narrado do ponto de vista de um garoto, e não de uma garota. Um jeito meio irreverente, como se realmente estivessemos acompanhando os pensamentos de um adolescente - embora para um cara, na minha opinião, ele tenha sido um pouco santinho demais...

O ambiente da cidade pequena de Gatlin onde a história se desenrola é palpável. E Tenshi tendo praticamente crescido numa ajudou a imaginar. Embora eu realmente não consiga imaginar nada parecido como o que tentaram fazer com a Lena acontecendo em Arapeí... Acho que brasileiro tem mais da tal "hospitalidade sulista" que eles tanto falam em livros e filmes que os próprios sulistas do EUA (não me levem à mal, foi a impressão que tive ao ler o livro, e isso faz toda parte do encanto)

Acho que esse foi um dos poucos livros com romance mesclado com aventura, ação e fantasia que li que, ao tentar separar os mocinhos, sem muito esforço, obviamente, HAVIA um motivo real para isso. Embora eu não vá contá-lo.

A parte das visões, de como originou-se a maldição dos Duchannes... Cara, aquilo SIM é uma mostra das loucuras que se fazem por amor, principalmente quando se é um Conjurador, e que as coisas podem dar MUITO errado, e quem acaba pagando são os seus descendentes. Não aquela coisinha melosa de Crepúsculo e egoísta de Os Imortais.

Uma das coisas legais for ver como o personagem que narra, mas não é o principal - o principal é a namorada dele, Lena - Ethan, acabou mudando. Ou melhor, mostrou afinal para todos naquela pequena cidade que ele era diferente.

Além disso, todas aquelas citações da Marian são realmente poderosas *-* Uma das personagens mais legais do livro! E a Amma também, embora vodu me deixe sempre um pé atrás, sabe... Sonhos ruins depois de assistir A Chave Mestra...

E os versos e pensamentos da Lena, escritos no quarto dela... Caramba... Durante todo o livro, nas vezes que Ethan está no quarto dela (geralmente depois de desmaiar por causa das loucuras Conjuradoras), ele destaca frases e palavras no teto e nas paredes, sempre nos relembrando do quanto ela gosta de poesia e de escrever poesia, além do caderno de argolas que ela parece carregar pra todo lugar.

No começo, toda vez que falavam do Ravenwood, eu imaginava um cara velho, barrigudo, com um bigode enorme e uma espingarda embaixo do braço (não me perguntem da onde saiu a imagem, nem eu sei). E então, quando Ethan o viu pela primeira vez, juro que imaginei um cara todo galanzão com a descrição que foi dada. E adorei a personalidade do personagem e como ele é trabalhado no livro, mesmo que... Que... (ainda meio em choque com as informações) Esquece.

E Ryan... Acho que toda personagem que conheço com esse nome é fofa! E a de Dezesseis Luas não é diferente.

Ridley é uma personagem conflituosa, e eu acho que ela realmente sente algo pelo fofo do Link, mas talvez isso nunca nos seja revelado.

E também, além do conflito pelo romance dos personagens, uma maldição iminente e todo o mais, temos também o conflito de Ethan em casa e o pai perdendo a sanidade por causa da perda da esposa. Talvez eu reescreva partes de Teorias, porque ficou claro pra mim que não retratei muito bem como Dwight sofreu após a morte de Diane...

Chris: Você nem saiu do primeiro capítulo de Ossos, e ainda está pensando em reescrever algo de Teorias?

Stacy: Acostume-se. Fui a primeira a ser imaginada, portanto a mais importante pra ela. *sorriso convencido*

Chris: è.é

Tenshi: Não briguem, crianças... Todas são importantes. Mas foi só um pensamento passageiro... Existem formas e formas de alguém lidar com a perda de outro alguém.

Gostei de como ficou feita a abertura para o próximo livro, Dezessete Luas (que já está à venda e a capa é apaixonante). Com um trecho como se fosse uma música, como a que teve em Dezesseis Luas. Sério, os versos arrepiam. Além disso... Ah, não vou contar, senão estraga!

É isso. Desculpem a hora, mas tinha de escrever e postar enquanto estava fresco na memória!

Beijos de Fadas!